Resenhas

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

:: Resenha 11 :: A Morte de Sarai, J.A.Redmerski

Sinopse: Sarai tinha apenas quatorze anos quando sua mãe a levou para viver no México em um quartel de drogas. Com o tempo ela se esqueceu o que era ter uma vida normal, mas nunca deixou de lado a esperança de escapar do complexo onde ficou presa nos últimos nove anos. Victor é um assassino a sangue frio que, como Sarai, somente conheceu a morte e a violência desde criança. Quando Victor chega ao complexo para recolher dados e aplicar um golpe, Sarai o vê como uma chance para escapar. Mas as coisas não acontecem como previsto e em vez de se encontrar a caminho de Tucson, ela se livra de um homem perigoso para cair em cilada de outro. Enquanto fogem, Victor se distancia de sua natureza primitiva enquanto sucumbe a sua consciência e decide ajudar Sarai. A medida que ficam próximos, ele se encontra disposto a arriscar tudo para mantê-la com vida, inclusive sua relação com seu irmão e seu contato, Niklas, que agora, como todos os outros, quer Sarai morta. Enquanto Victor e Sarai lentamente constroem uma confiança entre eles, as diferenças parecem diminuir, e uma atração pouco provável se intensifica. Entretanto, as habilidades e experiência de Victor podem não se suficientes para salvá-la, enquanto o poder que ela tem sobre ele pode ser o que colocará fim a sua vida.

Um dos livros mais esperados por mim, em 2015. Vocês não fazem ideia do quanto fiquei feliz em saber, no final do ano passado, que Sarai chegaria no Brasil. Comprei em pré-venda e me controlei para não pular no entregador. Confere ai no "Leia Mais" a resenha! 
Para começar essa resenha, eu sou moralmente obrigada a dizer alguns pontos antes de falar de Sarai e Victor. 

i) Eu sou absolutamente apaixonada pela escrita da Redmerski, meu primeiro livro dela foi Sarai e desde então eu sou fã dela, e apesar da minha lista de livros lidos ser imensa, minha lista de autores favoritos é bem pequena e definitivamente ela está nessa lista. Meu primeiro contato com Sarai foi em inglês, eu já falei para vocês que eu navego bastante no Goodreads e em uma dessas andanças, fui ver as resenhas para Entre o agora e o nunca, livro dela que saiu no Brasil e como eu não conhecia, fui ver as críticas. Quando olhava Entre o agora e o nunca, vi os outros livros dela e Killing Sarai chamou a minha atenção pelo título, e quando comecei a ler as resenhas eu apenas PRECISAVA ler! Quando fui procurar ele, em inglês, encontrei uma dessas traduções de fãs para fãs e no desespero, uma vez que não tinha previsão de lançamento, apelei e li... em 1 dia! Sim, eu não dormi, sim, eu comi mal, mas era impossível largar o livro! E isso lendo um livro que não tinha a tradução oficial, desde então eu apenas precisava dele e passei a falar dele para todas as minhas amigas!

ii) Como eu estava falando, Redmerski é uma das minhas autoras favoritas. Ela tem algo que nenhuma das minhas outras autoras favoritas têm, que são os personagens complexos que abalam a minha vida literária. Você não consegue ficar impassível diante de Sarai, Victor, Niklas, ou mesmo de Cam e Andrew (de Entre o agora e o nunca). São personagens com uma carga emocional que diante da dureza de Sarai, do taciturno Victor, do ambíguo Niklas, quando você começa a ler você somente se importa em resolver o que se passa com eles, entrar na cabeça deles, pois por mais diferentes que eles sejam entre si a construção deles os tornam irresistíveis!

iii) A história de A Morte de Sarai é um roteiro, um excelente roteiro diga-se de passagem, de um filme de ação. Não foram poucos os momentos em que me vi seguindo os capítulos como se fossem cenas de um filme se desenrolando na minha cabeça. Aliás, isso me leva a pergunta: o que o mundo está esperando para transforma Na Companhia de Assassinos em uma série/filme? Pelo amor de Deus, povo do cinema estão perdendo uma mina de ouro! Corram para produzir essa série!

iv) Por último e não menos importante, eu preciso falar sobre a diagramação da Suma de Letras. Sim, eu sou viciada o suficiente para olhar detalhes como o material da capa, a fotografia, as cores (eu me meto a designer às vezes e sou apaixonada por esses detalhes) e esse livro é um absurdo de fantástico! Quando a minha estante de livros for reformada (em breve se os deuses das viciadas em leitura com renda baixa ajudarem) A Morte de Sarai terá destaque, fato consumado! Já pensei em mil formas diferentes de destacar esse livro, afinal, ele merece! Parabéns para a Suma pelo excelente trabalho!

Oky! Chega de babação! Vamos falar do livro... vocês precisam saber que escrevo essa resenha agora dia 14, onde acabei de terminar de ler, entusiasmo está a mil, apesar de ser a segunda vez que estou lendo e acreditem, se eu ler mais mil vezes, mais mil vezes irei me encantar com esse livro. A Morte de Sarai não é um romance qualquer, na verdade é difícil chamá-lo de romance! Temos um casal principal, temos um envolvimento entre eles, mas esse livro não é sobre almas atormentadas em busca de redenção, não temos jovens inocentes buscando salvar seu par, o que temos aqui são dois adultos desprovidos de suas respectivas inocências cedo demais. Sarai, como dito na sinopse, passou boa parte de sua vida como prisioneira em um quartel de drogas, com apenas quatorze anos sua mãe a entrega a Javier Ruiz, e diferente das outras meninas presas nesse lugar, Sarai não foi comprada, Javier nutre por ela um estranho tipo de amor, e ela muito cedo, com 14 anos, aprende como sobreviver, e se isso significa mentir, enganar e perder sua inocência, é o que ela faz. 

“Passei a maior parte da minha juventude dormindo com um homem que eu não amava e com quem não queria dormir. E Javier é o único homem com quem já estive sexualmente. Vi estupros, sequestros e todas as formas possíveis de maus tratos. E vi mortes. Muitas mortes.”

Victor Faust não é um príncipe em um cavalo-branco ou um salvador. Victor é um assassino frio, cruel e pronto para matar. O que ele e Sarai tem em comum? O fato que a vida deles atual é o resultado de terem sido tão novos, desprovidos de suas humanidades. A impressão ao ler, é que Victor vê isso em Sarai e devido ao que aconteceu em Budapeste (que eu não vou falar, leiam o livro!) ela desperta nele, de forma inconsciente, uma tentativa de salvar alguém antes que ela se torne como ele, sem emoções, frio, cruel. Ah, sim... Victor é lindo! 

“Ele é alinhado, embora tenha uma sombra de barba desenhada no rosto. Têm maças do rosto salientes e olhos verdes-azulados penetrantes que parecem conter tudo sem revelar nada. E é bem alto, magro e assustador.”
Ao longo da trama vamos vendo os dois se sentindo atraídos um pelo outro, mas sem deixar suas personalidades mudar devido a isso. Não é por que ele, Victor se sente de certa forma ligado a Sarai, que ele passa a agir como um romântico jovem apaixonado. 

“Os dedos da Sarai se movem do encosto da cadeira e tocam a parte de trás dos meus ombros, provavelmente de forma involuntária, porque ela está nervosa. Por um momento me pego querendo que seus dedos fiquem ali, mas logo me levanto.”
Não é por que Sarai se sente perdida com a ideia de perder Victor, que ela se torna uma jovem de 24 anos normal em torno do seu amado. Aliás, o livro é contado tanto pelo ponto de vista de Sarai, quanto de Victor, mas temos muito mais ela que ele, o que de certa forma combina com a personalidade dele, Victor fala muito pouco, apenas o necessários e os raros momentos onde podemos ver a história pelos olhos dele, são preciosos. 

"Não posso me sentir realmente atraída por um homem como ele, posso? Um homem que matou sabe-se lá quanta gente. Não importa que eu me sinta a salvo com ele, ou que confie nele; a verdade é que ele é o que é, e eu seria idiota se achasse que ele não me mataria se considerasse isso de alguma forma necessário.
Mas eu me sinto atríada por ele. Tenho sentimentos estranhos por ele e poucos familiares por ele.
E odeio isso!"
O que eles perderam os transformou nisso e ler essa jornada é um deleite prazeroso. Descobrir ao virar cada página o que vai acontecer, ter medo, tensão a cada capítulo é uma rotina nesse livro. Se você quer fugir de livros óbvios, de romances delicados e sem sentido, se quer sair da casinha, se quer se surpreender, se apaixonar, gritar, conhecer personagens perfeirtos então: LEIA A Morte de Sarai, e prepare-se para roer todas as unhas, a dizer várias vezes: “Só mais esse capítulo!”. Prepare-se para ficar na Companhia de Assassinos e não querer sair de perto deles!
“Se escolher ir comigo, saiba que pode morrer. Vou fazer todo o possível para manter você a salvo, mas isso não é garantia. Por mais que você confie em mim, nunca, sob qualquer circunstância, deve confiar totalmente em alguém. No final, você só pode confiar em si mesma. Eu não sou seu herói. Não sou sua alma gêmea que jamais deixará que nada de ruim lhe aconteça. Sempre confie em seus instintos primeiro e em mim, se decidir confiar, por último.”
PS: Um pequeno aviso, o livro termina em aberto. Na Companhia de Assassinos é um série em andamento, conta com atualmente quatro livros publicados nos EUA e o quinto deve sair agora em 2015. Diferente da maioria das séries, essa não funciona onde cada livro é um casal, ou o casal se resolveu parte para outro. Não! Lembra o que eu disse no começo? A morte de Sarai é como um filme, e ao acabar você vai querer muito a sequência, O Retorno de Izabel, que está prevista (segundo o Twitter da Suma) para meados de JULHO! 

Nome original: Killing Sarai
Série: Na companhia de Assassinos Livro 1
Autora: J. A. Redmerski
ISBN: 9788581052571
Ano: 2015
Páginas: 256
Editora: Suma de Letras
Compre aqui: Amazon
Classificação:

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Um comentário:

  1. Ola Talita
    Tambem amei o livro, os dois sao incriveis, tanto o 1 qto o 2.
    Amo historias assim, romances pertubadores rs
    Me indique todos que sejam nessa dinâmica, por favor, pois, nao é fácil encontrar
    Bjocas

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