Pular para o conteúdo principal

:: Resenha 21 :: Eu sei o que você está pensando, John Verdon

Sinopse: Eu sei o que você está pensando propõe um enigma que parece insolúvel. Um homem recebe pelo correio uma carta provocadora que termina da seguinte forma: “Se alguém lhe dissesse para pensar em um número, sei em que número você pensaria. Não acredita? Vou provar. Pense em qualquer número de um a mil. Agora veja como conheço seus segredos.”O destinatário, Mark Mellery, pensa no número 658 e, ao abrir um envelope que acompanha a mensagem, descobre que o autor da carta previu corretamente o número que ele acabara de escolher de modo aleatório. Como isso seria possível?
Desesperado com os bilhetes ameaçadores que se seguem à carta, Mark, um guru da autoajuda, procura um velho colega de faculdade, o brilhante detetive David Gurney, recentemente aposentado do Departamento de Polícia de Nova York.
Aos 47 anos, 25 deles dedicados a desvendar terríveis casos de homicídio, David acaba de se mudar com a esposa, Madeleine, para uma fazenda no interior do estado e tenta se adaptar a um novo estilo de vida. Mas sua mente, extremamente lógica, é fisgada pelo quebra-cabeça apresentado por Mark.
O “superdetetive”, apelido que ganhou da imprensa no auge da carreira, percebe que encontrou um vilão à sua altura quando as estranhas ameaças terminam em morte. Tudo leva a crer que o assassino, além de ser clarividente, cometeu um crime impossível, deixando pistas sem sentido e desaparecendo no meio do nada.
Consumido pelo desafio de encontrar uma resposta lógica para o caso, David aceita trabalhar como consultor na investigação, colocando em risco seu já debilitado casamento e até mesmo sua vida.

Eu sei o que você está pensando: Ué, elas não fazem resenha de romance? Então o que um Thriller policial está fazendo ai? Ahá! Eu (#Talita) AMOOO um bom romance policial, adoro tentar descobrir quem matou quem, e as razões, mas principalmente amo um bom detetive, não somente inteligente, mas com uma personalidade peculiar. Ok, eu confesso, eu amo esse tipo de livro pois sou louca por Sherlock Holmes e pelo Hercule Poirot. Entretanto, passei muitos anos longe desse gênero, sabe-se lá porque, até que um dia o Tio Google me mostrou a luz! Não lembro o que eu pesquisava, mas apareceu o livro Feche bem os Olhos, do John Verdon, o segundo livro que traz como protagonista o detetive aposentado Dave Gurney (resenha em breve), a sinopse de Feche bem os olhos me deixou sem folego, eu precisava ler, precisava ter, eu simplesmente queria esse livro, e como ele era o segundo, antes dele, vem Eu sei o que você está pensando, onde somos apresentados aos personagens.

John Verdon é um gênio! Não existe outra palavra para descrever esse autor além de genial! O crime descrito por ele é perfeito, os personagens são adoravelmente falhos e o mais importante nesse gênero e que quando o crime é solucionado você não fica "mas como?" o criminoso estava ali o tempo todo e quando juntamos as peças percebemos que não tinha como ser outro, não tem falhas, não tem, aquela pressão para aceitar ele, pois era improvável, a identidade do criminoso é perfeitamente lógica, a gente só não tinha todas as pistas. Perfeito!

Eu falei que o que me encanta em livros do tipo Policial e Thriller são os personagens e Verdon cria eles muito bem. Eu adoro Madeleine, a esposa de Dave. Tem quem a odeia, quem reclama dela, mas de verdade, ela é A mulher perfeita para ele, na verdade eu tinha vontade de gritar para o Dave notar o quanto ele é sortudo por ter Madeleine ao seu lado (principalmente em Não brinque com fogo, o terceiro livro, resenha em breve) Dave é racional, ele é um homem frio, criado por um pai frio, que aprendeu desde cedo que só poderia contar com sua arma mais poderosa: sua inteligencia fora do normal. Made é sensibilidade, é um frescor de luz e cores ao mundo cinza de Dave, ela consegue ter melhor relação com o Kyle, filho do primeiro casamento de Dave que ele! (PS: eu amo Kyle, não sei por que, eu acho que o filho dele pode ser bem mais explorado em próximos livros!)
– Você acha – perguntou ela, com seu modo calmo e leve – que é tarde demais para sair de canoa? – Com habilidade, ela fazia as palavras soarem entre uma pergunta e um desafio.
Magra e atlética, Madeleine era uma mulher de 45 anos que poderia facilmente passar por uma de 35. Tinha olhos francos, firmes, avaliadores. Os cabelos castanhos e compridos, com exceção de alguns fios soltos, estavam enfiados dentro do chapéu de jardinagem com abas largas.
E claro que não posso deixar de falar de Jack Hardwick, um detetive gordo, bonachão, debochado, obsceno e espalhafatoso, tudo aquilo que não vejo num detetive do FBI! Mas não se engane, Jack é um cara inteligente e apesar dele e Dave trocarem farpas o tempo todo, no fundo são grandes amigos e muito leias entre si. Esqueçam Holmes e Watson, minha nova dupla favorita é Gurney e Hardwick.
O Jack Hardwick que ele recordava de um caso sensacional em que haviam trabalhado juntos era um sujeito espalhafatoso, obsceno, de rosto vermelho, com cabelo à escovinha prematuramente branco e olhos claros como os de um husky siberiano. Era um brincalhão incorrigível e meia hora com ele podia parecer meio dia – um dia que você ficava desejando que terminasse logo. Mas também era inteligente, durão, incansável e politicamente incorreto até não poder mais.
O primeiro livro é intrigante, passamos boa parte do livro tentado descobri como a autor da carta sabe o número, e quando as mortes acontecem, todas as pistas são confusas, deixando todos perdidos. Gurney, um detetive aposentado da polícia de New York, que tem em seu currículo a prisão dos mais sanguinários assassinos em série do estado de NY. Esse emprego rendeu a Gurney duas coisas, a fama de super detetive e um passado marcado por violência e perdas pessoais. Agora aposentado, sua esposa quer uma vida tranquila no campo, longe dos estripadores e das mortes, mas seus planos são trocados quando um amigo de faculdade dele o procura por ter recebido a tal carta descrita na sinopse.
– Na capa do livro, seu antigo colega de turma é descrito como um santo, perfeito em todos os sentidos. Um guru do bom comportamento. É difícil imaginar por que precisaria consultar um detetive de homicídios.
– Um detetive de homicídios aposentado – corrigiu Gurney.
Mas ela já havia ido embora, sem se dar ao trabalho de segurar a porta para não bater com força.
Madeleine não gosta do envolvimento dele, e deixa isso sutilmente claro, mas quando esse amigo é morto de forma ainda mais misteriosa que a carta que recebeu, Dave que apenas se envolveu como um consultor se vê ainda mais envolvido na investigação desse crime e desse ponto, apenas lendo o livro, pois a grande viagem do texto de Verdon é ir descobrindo os fatos com Gurney, e transpor o leitor para a mente afiada desse detetive aposentado.
A princípio ela não disse nada, mas em seu rosto ele viu – viu, sentiu, percebeu, não sabia como a emoção o alcançara – um amálgama de aceitação e amor. Aceitação, amor e um alívio profundo por ele ter voltado para casa vivo outra vez.
Um livro que precisa ser lido pelos amantes do suspense policial!

Título original: Think of a Number (Dave Gurney #1)
Autor: John Verdon
ISBN: 9788580410143
Ano: 2011
Páginas: 340
Editora: Arqueiro
Compre aqui: Amazon
Skoob | Goodreads
Classificação:

Comentários

  1. Curti, hein, fiquei curiosa com esse livro. Eu preciso voltar a ler outras coisas, largar os romances um pouquinho hahahaha. XDD

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

:: Resenha 153 :: “After 3 – Depois do Desencontro”, Anna Todd

O k, vai ter spoiler sim e se reclamar vai ter mais! Brincadeeeeeeiraa!!! =P É que assim, vamos combinar? Resenha do terceiro livro onde acontece coisa pra diabo, não tem como, vai rolar uns spoilerszinhos de leve, então fique avisado, certo? Se quiser seguir, siga, se não quiser, comenta assim mesmo hahahaha. Bom, parece que todo livro dessa mulher termina com uma bomba. O segundo terminou com a Tessa guardando um segredinho básico do Hardin, lembra que eu até comentei na resenha ? Então, além disso, terminou com ela dando de cara com o pai e é assim que este terceiro livro começa. Confesso que antes de começar, ao ler a contracapa que diz... Sinopse: Tessa passa pelo momento mais difícil de sua vida. Enquanto luta para crescer na carreira com a qual sempre sonhou, seu mundo é virado de ponta-cabeça: a inesperada aparição de seu pai e uma traição imperdoável a deixam mais fragilizada do que nunca. Hardin — com seus beijos viciantes, seu toque incendiário e seu ch

:: Resenha 181 :: "After 5 - Depois da Promessa", Anna Todd

Sinopse: Bem quando Hardin acreditava já ter enfrentado todos os fantasmas de seu passado, um terrível segredo sobre seus pais é revelado, despertando os seus piores demônios internos. Tessa sabe que só ela tem o poder de aliviar todos os sentimentos de raiva, traição e confusão que afligem seu amado badboy. Só ela sabe como salvá-lo de seu ciclo autodestrutivo. Mas dessa vez ela não pode. Porque, quando menos espera, sua vida é para sempre alterada por uma tragédia. Hardin e Tessa prometem lutar com todas as suas forças para que o destino não os separe para sempre. Mas o que acontecerá quando suas forças chegarem ao fim? Depois da promessa... qual será o desfecho dessa história? G ente... *pausa dramática*... Eu sobrevivi à série After ... "É isso aí, garota!!!" (Crika e Mari, do Grupo de Apoio After, representadas pelas lindas Meryl Streep e J.Lo)

:: Resenha 168 :: “After 4 – Depois da esperança”, Anna Todd

Sinopse: Depois de tantos obstáculos, Tessa e Hardin estão, enfim, mais maduros como casal. As dificuldades causadas pelo gênio forte dele e pela impulsividade dela ainda existem, mas eles já não conseguem negar o amor que sentem um pelo outro. Mesmo morando em cidades diferentes, estão mais apaixonados do que nunca. Se a química entre os dois já era explosiva antes, agora que eles se entregaram de vez a essa paixão, cada encontro será mais ardente do que o anterior. Mas uma cruel reviravolta do destino trará à tona todos os fantasmas do passado de Hardin. Depois da esperança, haverá forças para enfrentar mais dificuldades? Q uem acompanha as minhas resenhas de After, sabe que eu sofro lendo esses livros, sabe que surto querendo jogar ele na parede ou que eu morro de vontade de entrar no livro pra socar o Hardin. Nesse quarto livro, por incrível que pareça isso foi bem sutil, não que eu não tenha sentido vontade, mas foi bem mais tranquilo e eu confesso, no final eu cheguei