Resenhas

sexta-feira, 20 de março de 2015

:: Resenha 21 :: Eu sei o que você está pensando, John Verdon

Sinopse: Eu sei o que você está pensando propõe um enigma que parece insolúvel. Um homem recebe pelo correio uma carta provocadora que termina da seguinte forma: “Se alguém lhe dissesse para pensar em um número, sei em que número você pensaria. Não acredita? Vou provar. Pense em qualquer número de um a mil. Agora veja como conheço seus segredos.”O destinatário, Mark Mellery, pensa no número 658 e, ao abrir um envelope que acompanha a mensagem, descobre que o autor da carta previu corretamente o número que ele acabara de escolher de modo aleatório. Como isso seria possível?
Desesperado com os bilhetes ameaçadores que se seguem à carta, Mark, um guru da autoajuda, procura um velho colega de faculdade, o brilhante detetive David Gurney, recentemente aposentado do Departamento de Polícia de Nova York.
Aos 47 anos, 25 deles dedicados a desvendar terríveis casos de homicídio, David acaba de se mudar com a esposa, Madeleine, para uma fazenda no interior do estado e tenta se adaptar a um novo estilo de vida. Mas sua mente, extremamente lógica, é fisgada pelo quebra-cabeça apresentado por Mark.
O “superdetetive”, apelido que ganhou da imprensa no auge da carreira, percebe que encontrou um vilão à sua altura quando as estranhas ameaças terminam em morte. Tudo leva a crer que o assassino, além de ser clarividente, cometeu um crime impossível, deixando pistas sem sentido e desaparecendo no meio do nada.
Consumido pelo desafio de encontrar uma resposta lógica para o caso, David aceita trabalhar como consultor na investigação, colocando em risco seu já debilitado casamento e até mesmo sua vida.

Eu sei o que você está pensando: Ué, elas não fazem resenha de romance? Então o que um Thriller policial está fazendo ai? Ahá! Eu (#Talita) AMOOO um bom romance policial, adoro tentar descobrir quem matou quem, e as razões, mas principalmente amo um bom detetive, não somente inteligente, mas com uma personalidade peculiar. Ok, eu confesso, eu amo esse tipo de livro pois sou louca por Sherlock Holmes e pelo Hercule Poirot. Entretanto, passei muitos anos longe desse gênero, sabe-se lá porque, até que um dia o Tio Google me mostrou a luz! Não lembro o que eu pesquisava, mas apareceu o livro Feche bem os Olhos, do John Verdon, o segundo livro que traz como protagonista o detetive aposentado Dave Gurney (resenha em breve), a sinopse de Feche bem os olhos me deixou sem folego, eu precisava ler, precisava ter, eu simplesmente queria esse livro, e como ele era o segundo, antes dele, vem Eu sei o que você está pensando, onde somos apresentados aos personagens.

John Verdon é um gênio! Não existe outra palavra para descrever esse autor além de genial! O crime descrito por ele é perfeito, os personagens são adoravelmente falhos e o mais importante nesse gênero e que quando o crime é solucionado você não fica "mas como?" o criminoso estava ali o tempo todo e quando juntamos as peças percebemos que não tinha como ser outro, não tem falhas, não tem, aquela pressão para aceitar ele, pois era improvável, a identidade do criminoso é perfeitamente lógica, a gente só não tinha todas as pistas. Perfeito!

Eu falei que o que me encanta em livros do tipo Policial e Thriller são os personagens e Verdon cria eles muito bem. Eu adoro Madeleine, a esposa de Dave. Tem quem a odeia, quem reclama dela, mas de verdade, ela é A mulher perfeita para ele, na verdade eu tinha vontade de gritar para o Dave notar o quanto ele é sortudo por ter Madeleine ao seu lado (principalmente em Não brinque com fogo, o terceiro livro, resenha em breve) Dave é racional, ele é um homem frio, criado por um pai frio, que aprendeu desde cedo que só poderia contar com sua arma mais poderosa: sua inteligencia fora do normal. Made é sensibilidade, é um frescor de luz e cores ao mundo cinza de Dave, ela consegue ter melhor relação com o Kyle, filho do primeiro casamento de Dave que ele! (PS: eu amo Kyle, não sei por que, eu acho que o filho dele pode ser bem mais explorado em próximos livros!)
– Você acha – perguntou ela, com seu modo calmo e leve – que é tarde demais para sair de canoa? – Com habilidade, ela fazia as palavras soarem entre uma pergunta e um desafio.
Magra e atlética, Madeleine era uma mulher de 45 anos que poderia facilmente passar por uma de 35. Tinha olhos francos, firmes, avaliadores. Os cabelos castanhos e compridos, com exceção de alguns fios soltos, estavam enfiados dentro do chapéu de jardinagem com abas largas.
E claro que não posso deixar de falar de Jack Hardwick, um detetive gordo, bonachão, debochado, obsceno e espalhafatoso, tudo aquilo que não vejo num detetive do FBI! Mas não se engane, Jack é um cara inteligente e apesar dele e Dave trocarem farpas o tempo todo, no fundo são grandes amigos e muito leias entre si. Esqueçam Holmes e Watson, minha nova dupla favorita é Gurney e Hardwick.
O Jack Hardwick que ele recordava de um caso sensacional em que haviam trabalhado juntos era um sujeito espalhafatoso, obsceno, de rosto vermelho, com cabelo à escovinha prematuramente branco e olhos claros como os de um husky siberiano. Era um brincalhão incorrigível e meia hora com ele podia parecer meio dia – um dia que você ficava desejando que terminasse logo. Mas também era inteligente, durão, incansável e politicamente incorreto até não poder mais.
O primeiro livro é intrigante, passamos boa parte do livro tentado descobri como a autor da carta sabe o número, e quando as mortes acontecem, todas as pistas são confusas, deixando todos perdidos. Gurney, um detetive aposentado da polícia de New York, que tem em seu currículo a prisão dos mais sanguinários assassinos em série do estado de NY. Esse emprego rendeu a Gurney duas coisas, a fama de super detetive e um passado marcado por violência e perdas pessoais. Agora aposentado, sua esposa quer uma vida tranquila no campo, longe dos estripadores e das mortes, mas seus planos são trocados quando um amigo de faculdade dele o procura por ter recebido a tal carta descrita na sinopse.
– Na capa do livro, seu antigo colega de turma é descrito como um santo, perfeito em todos os sentidos. Um guru do bom comportamento. É difícil imaginar por que precisaria consultar um detetive de homicídios.
– Um detetive de homicídios aposentado – corrigiu Gurney.
Mas ela já havia ido embora, sem se dar ao trabalho de segurar a porta para não bater com força.
Madeleine não gosta do envolvimento dele, e deixa isso sutilmente claro, mas quando esse amigo é morto de forma ainda mais misteriosa que a carta que recebeu, Dave que apenas se envolveu como um consultor se vê ainda mais envolvido na investigação desse crime e desse ponto, apenas lendo o livro, pois a grande viagem do texto de Verdon é ir descobrindo os fatos com Gurney, e transpor o leitor para a mente afiada desse detetive aposentado.
A princípio ela não disse nada, mas em seu rosto ele viu – viu, sentiu, percebeu, não sabia como a emoção o alcançara – um amálgama de aceitação e amor. Aceitação, amor e um alívio profundo por ele ter voltado para casa vivo outra vez.
Um livro que precisa ser lido pelos amantes do suspense policial!

Título original: Think of a Number (Dave Gurney #1)
Autor: John Verdon
ISBN: 9788580410143
Ano: 2011
Páginas: 340
Editora: Arqueiro
Compre aqui: Amazon
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Um comentário:

  1. Curti, hein, fiquei curiosa com esse livro. Eu preciso voltar a ler outras coisas, largar os romances um pouquinho hahahaha. XDD

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