Resenhas

quarta-feira, 11 de março de 2015

:: Resenha 17 :: Peça-me o que quiser, Megan Maxwell

Sinopse: Judith tem 25 anos e trabalha como secretária na empresa Müller, em Madri. Quase sempre sai muito tarde do escritório e detesta a chefe por isso – ela gostaria de ter mais tempo para os amigos, os bares, a música e o futebol. Seu dia a dia é como o de uma jovem qualquer numa grande cidade, até que de repente o diretor-chefe da empresa, um alemão de olhos azuis, muito sério e muito sexy, chega para uma visita de inspeção. Seu nome é Eric Zimmerman, mas todos o conhecem como Iceman. Eric tem uma atração fulminante pelo jeito divertido de Judith e exigirá que ela o acompanhe nas viagens de trabalho pela Espanha. Mesmo sabendo que está se metendo numa situação arriscada, a ideia de estar ao lado de Iceman é irresistível. Com ele, a jovem viverá experiências sexuais até então inimagináveis, em um universo de fantasias eróticas pouco convencionais.
Conciliando sexo e romantismo na medida exata, Peça-me o que quiser é uma história de amor cheia de encontros e desencontros, na qual os jogos eróticos, o voyeurismo e o desejo de ultrapassar todos os limites do prazer são os grandes protagonistas.

Antes de começar a resenha de fato eu tenho que contar pra vocês que eu comprei o box dessa trilogia em fevereiro do ano passado e só agora peguei para ler. Pois é, mas não me pergunte por que eu só fui ler agora, pois eu também me fiz esta mesma pergunta assim que terminei de devorar o livro e não sei responder. Talvez o fato de falarem tanto dessa trilogia possa ter influenciado, pois a quantidade de amigas que amam Eric, Judith e Björn, é igual a quantidade de amigas que não gostaram. É aquela coisa: ame ou odeie.

Pra ter uma noção do quanto esses livros causam, quando eu terminei, eu fui atualizar o meu histórico de leitura no Skoob e sem querer li o início de uma resenha – que na minha opinião não é resenha e sim um desabafo de uma menina, onde ela fala tão mal, mas tão mal que teve até nojo. O.o Ok, gosto é uma coisa que não se discute e um dos conselhos que me deram antes de começar a ler foi o seguinte: mantenha a mente aberta. E assim eu fui e vou falar pra vocês que eu nem me choquei tanto assim, na verdade acho que de tanto falarem eu esperava coisa muito pior (tudo bem que talvez piore nos próximos livros e eu não saiba rsrs).

Mas vamos lá! Preciso começar falando que adorei Jud e sua atitude madrilenha, jerezana e catalã de ser. Ela é uma menina divertida, espontânea que conhece o chefe da empresa onde trabalha - o irresistível Eric, numa das cenas mais engraçadas do livro, a do elevador. Eric, um alemão sério e rabugento, se encanta por ela logo de cara. Juntos, eles flagram a chefe de Jud - a insuportável Mónica Sánchez, dando o maior pega em Miguel – um colega de trabalho de Jud. E é nesse encontro às escondidas que tudo começa, é onde Eric mostra - sem de fato revelar com todas as letras, o que ele realmente gosta.

Sua proximidade é irresistível, e o novo ataque à minha boca é arrebatador. Se antes houve faíscas, agora é puro fogo. Ardor... Calor... E, quando consegue me ter derretida em suas mãos, tira novamente a língua da minha boca e insinua um sorriso. Adoro essas insinuações!

Eric é voyeur e em seus jogos sexuais ele gosta de compartilhar, de oferecer as suas companheiras. Desde o início ele é sincero e mostra os seus gostos para Jud. Depois de um primeiro choque, ela diz o que topa e o que não topa e Eric confirma que sempre deixará muito claro o que irá fazer com ela. E como os sentimentos crescem no decorrer do tempo, Eric a compartilha, porém não é uma zona qualquer, não. Ele a compartilha com amigos dele que jogam os mesmos jogos que ele, e prova de seu carinho e sentimento por Jud é que os beijos dela são só dele, de mais ninguém.  

- Alguém tão imprevisível como você está conseguindo emocionar um alemão rabugento.
- Jura? - murmuro como uma boba.
Eric faz que sim e me beija.
- Onde você esteve a minha vida toda?
Grande momento!
Cena de filme! Me sinto a heroína. Sou Julia Roberts em Uma linda mulher. Babi em Três metros sobre el cielo. Nunca ninguém me disse algo tão bonito num momento tão perfeito.

Diferente da menina lá da tal “resenha” do Skoob e de todas as inúmeras meninas que comentaram concordando com ela, Judith não é uma mocinha pau mandada (Meu Deus, essas pessoas leram o mesmo livro que eu? Será que isso é problema de interpretação de texto? O.o). Jud embarca nos jogos de Eric por vontade própria e a todo o momento ela o surpreende, encarando e experimentando esse novo mundo, até então desconhecido para ela, e que ela descobre gostar, pois está realizando tudo ao lado de Eric.

Nós dois gritamos. Eu gozo, enquanto Eric saboreia meu orgasmo.
Exausta, fico entre seus braços e ele me sussurra palavras de amos cheias de ternura. Parece mentira que tenhamos essa intimidade na frente de outras pessoas. Mas sim. Esse é um momento totalmente íntimo entre nós dois.

Fora o relacionamento dos dois, que não é nada fácil já que Jud é efusiva e Eric rabugento, e é muito fácil os dois discutirem e brigarem sempre por conta dessa diferença de temperamento, há o núcleo da família de Jud: com sua irmã Raquel que é uma mala que vive reclamando da vida; a sobrinha figuraça, a pequena Luz; o pai delas, o senhor Manuel; e Fernando, um amigo de longa data que é louco pro Jud. Há também o núcleo do lado de Eric: o casal que compartilha dos seus jogos eróticos – Andrés e Frida; Björn que é um grande amigo de Eric; Marta e Sonia, irmã e mãe de Eric; e Betta, a ex cretina. Cretina porque ela aprontou uma no passado e depois surge pra fazer outra e aí que a coisa toda desanda.

- Você é a melhor coisa que já me aconteceu na vida. A melhor.
Prestes a cair no choro, tiro suas mãos dos olhos e enxugo suas lágrimas.
- Então, se eu sou a melhor coisa que te aconteceu, não volte a mencionar, nem de brincadeira, essa ideia de que vou te deixar, ok? Agora me diz que você me ama e me dá um beijo desses que eu adoro.
As lágrimas brotam de novo dos meus olhos, mas eu sorrio. Ele também sorri, me abraça e me beija.

Bem, eu acredito que essa trilogia cause tanto, pois sexo ainda é tabu mesmo no século XXI, então quando algo fora do comum aparece, é normal as pessoas surtarem e se chocarem, criando todo esse auê. E o que choca as pessoas são os jogos, o compartilhamento, o voyeurismo, pois os termos usados no livro, as tais palavras chulas – obscenas, sem delicadeza e requinte, nós já encontramos em diversos livros. Então a desculpa que eu ouço de que “ah, eu não gosto dos termos usados nesse livro, por isso eu larguei” não cola. Pode ter bastantes cenas de sexo, um sexo diferente dos outros livros, mas como diz na sinopse, o livro concilia sexo e romantismo na medida exata. É uma história de amor, a história de duas pessoas que curtem um tipo de sexo diferente do convencional, sim, mas é uma história de amor. Não tem como você não se encantar por Jud e seu jeito espontâneo e efusivo de ser e com o jeito de Eric, que apesar de irritadiço, é justamente por causa de Jud que ele muda, que ele sorri, ele ri e mostra que não é o Iceman o tempo inteiro. Há cenas encantadoras dos dois juntos, de troca de carinho que te deixam com um sorriso bobo na cara enquanto lê.

- Te amo, Jud, te amo como nunca pensei que poderia amar alguém.

Título original: Pideme lo que quieras
Série: Peça-me o que quiser #1
Autora: Megan Maxwell
ISBN: 9788581051789
Ano: 2013
Páginas: 398
Editora: Suma de Letras
Compre aqui: Amazon, Americanas 
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2 comentários:

  1. valeria cristina souza11 de março de 2015 14:01

    É uma história de amor, com um processo diferente, com um mundo em que aJud não entendia muito bem, mas acabou se adaptando e aproveitando cada momento único e prazeroso para ambos. E o amor de Eric por ela não tem preço.
    Amei cada página dessa triologia!

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