Resenhas

quarta-feira, 15 de abril de 2015

:: Resenha 30 :: Métrica, Colleen Hoover

Sinopse: O romance de estreia de Colleen Hoover, autora que viria a figurar na lista de best sellers do New York Times, apresenta uma família devastada por uma morte repentina. Após a perda inesperada do pai, Layken, de 18 anos, é obrigada a ser o suporte tanto da mãe quanto do irmão mais novo. Por fora, ela parece resiliente e tenaz; por dentro, entretanto, está perdendo as esperanças. Um rapaz transforma tudo isso: o vizinho de 21 anos, que se identifica com a realidade de Layken e parece entendê-la como ninguém. A atração entre os dois é inevitável, mas talvez o destino não esteja pronto para aceitar esse amor.

Eu preciso começar essa resenha agradecendo a Collen Hoover por me apresentar a banda The Avett Brothers. Obrigada, Collen!!

Esse foi o primeiro livro dela que eu li. Eu já conheço esse livro há muito tempo e lá trás na época eu via tanto comentários negativos, quanto positivos, porém eu nunca me interessei muito, então eu deixei ele pra lá. Foi recentemente com todas as amigas falando tanto de Ugly Love e Maybe Someday (livros que ainda vão sair aqui no Brasil), e em seguida falando tão bem de Um Caso Perdido e Sem Esperança que eu falei: “Ok, ok, ok! Eu preciso ler essa mulher!” Decidida, comprei logo a trilogia de uma só vez e o que aconteceu? Sim, eu ENGOLI Métrica! E como era de se esperar, me perguntei: “Por que raios eu demorei tanto pra ler esse livro????” Eu juro que queria entender porque a gente dá esses moles, mas acho que é uma pergunta sem resposta.

“Único, diferente de tudo que se vê por aí... Leia!” São palavras da querida Tammara Webber - autora do também maravilhoso Easy - que estampam a capa de Métrica, e ela tem toda razão. Ele é diferente de tudo o que eu já li. E posso dizer que ele é tipo Como eu era antes de você no quesito livros lindos e tristes, daqueles que mexem com você e te ensinam lições pra vida.

Levei a maior lição de todas esse ano.
De um garoto de 9 anos.
Ele me ensinou que é bom viver a vida um pouco ao contrário.
E me ensinou a rir.
Do que você acharia
impossível de rir.
E eu levei a maior lição esse ano
de uma banda!
Eles me ensinaram a encontrar aquele sentimento de
sentir novamente
e me ensinaram a decidir o que eu queria ser e a ser isso.

As duas coisas que eu amei logo de cara foram as músicas, e claro, as poesias. Todo começo de capítulo tem um trecho de uma música do Avett Brothers. E eu nem preciso dizer que eu li ouvindo cada uma delas, né?

Bom, em Métrica a Collen nos apresenta Lake, uma menina de 18 anos que perdeu o pai há 6 meses e que se vê obrigada a se mudar com seu irmãozinho de 9 anos e sua mãe, do Texas - onde viveu a vida toda - para o Michigan, pois sua mãe conseguiu um emprego melhor por lá. 


Assim que eles chegam à casa nova, o irmãozinho dela, o Kel, faz amizade com o vizinho da frente, o também pequeno Caulder, enquanto Lake conhece o irmão mais velho dele, o Will. Kel e Caulder são duas figurinhas e é muito legal ver a amizade que eles constroem num momento tão difícil, apesar da reação das crianças serem bem diferentes das dos adolescentes e adultos em relação à morte.


A relutância e rebeldia de Lake de se mudar e deixar para trás o lugar onde sempre viveu e as pessoas que conhecia, é esquecida no momento em que ela tem o primeiro encontro com Will. Ele a leva ao slam, que são apresentações de poesias muuuuito legais. Essas apresentações têm jurados que dão notas às apresentações, mas o que vale realmente, o objetivo verdadeiro da poesia é você por pra fora os seus sentimentos, ser verdadeiro, mostrar a sua alma.

E nesse primeiro encontro onde o Will apresenta o slam pra Lake, ela o faz se apresentar e é aí que ela é surpreendida, pois a poesia de Will é sobre a vida dele e ela descobre que eles têm muita coisa em comum.

Será que ele está falando sério? Um cara que é gato, me faz rir e adora poesia? Acho que estou precisando de um beliscão. Ou não... Vai ver é melhor não acordar.

Assim como a Lake foi surpreendida, nós leitores somos surpreendidos a partir daí em vários momentos, é até difícil resenhar, pois o legal é você ler e ir descobrindo o que acontece na vida desses dois. Infelizmente as coisas não são tão fáceis como foi de cara, assim que eles se conheceram. Muitas coisas acontecem e você passa o livro todo num desespero só pra que tudo se resolva da melhor maneira. Quando Lake finalmente revela seu amor pelo Michigan por ter conhecido O garoto, tudo muda, acontece uma reviravolta daquelas que te deixa com o coração apertadinho, sem conseguir larga o livro.

Fiquei parado ao lado do caminhão, apenas observando. Eu a encarei enquanto ela continuava olhando para o nada, com a expressão mais triste nos olhos. Queria saber em que estava pensando, o que se passava em sua mente. O que a fez ficar tão triste? Queria tanto abraça-la. Quando finalmente saiu do caminhão e eu me apresentei, tive de usar todas as minhas forças para conseguir soltar sua mão. Queria segurá-la para sempre. Queria que ela soubesse que não estava sozinha. O fardo que ela estivesse carregando, seja ele qual fosse, eu queria carrega-lo por ela.

Outros dois personagens muito importantes são Eddie e Julia. Logo no primeiro dia no novo colégio, Lake faz amizade com Eddie, uma menina de 17 anos bem doidinha, daquelas que surgem do nada, falam sem parar e do nada somem. Puf! Ela é divertida, diferente, usa cada unha pintada de uma cor diferente da outra, e por trás desse jeitinho único você descobre que ela teve uma vida bem dura e difícil e não tem como você não se emocionar com sua poesia e com a surpresa em seu aniversário de 18 anos. Agora, Julia é a mãe de Lake. Uma mulher que tão de repente se vê sozinha para cuidar dos dois filhos. Uma mulher forte que ensina muitas lições para a filha que passa por vários momentos complicados na vida.

Ampliem seus limites, é para isso que eles existem.
Esse trecho roubei da sua banda preferida, Lake.
“Lembrem-se sempre de que o que mais vale a pena ser compartilhado é o amor que nos faz compartilhar nosso sobrenome.”
Não levem a vida tão a sério. Deem um murro bem na cara dela quando ela estiver precisando de uma boa surra. Riam dela.
E riam muito. Nunca passem um dia sem rir pelo menos uma vez.

Vocês sabem que eu não acho legal resenha com spoilers, então eu vou ficando por aqui, porque o legal é você ler e ir descobrindo o que nos é revelado a cada acontecimento. Métrica é cativante e sensível, com um final emocionante e eu estou doida pra ler os outros dois livros pra saber como a vida desses dois - que não é nada fácil - está seguindo, então até breve com a resenha de Pausa.

Título original: Slammed
Série: Slammed #1
ISBN-13: 9788501401861
ISBN-10: 8501401862
Ano: 2013
Páginas: 304
Editora: Galera Record
Compre aqui: Amazon
Classificação: 




My parents taught me to learn
Meus pais me ensinaram a aprender
When I miss
Quando eu errar
Just do your best
Apenas faça seu melhor
Just do your best
Apenas faça seu melhor
- The Avett Brothers, "When I drink"

Comente com o Facebook:

3 comentários:

  1. adorei a resenha achei o livro bem legal e por ja esta familiarizada com seu livros acho que vou gosta e nao vou me decepcionar.

    ResponderExcluir
  2. Então, acho que como vc,não me interessei muito,acho que por causa de não ser algo revolucionário.

    ResponderExcluir
  3. sua resenha foi linda não vejo a hora de comprar o livro

    ResponderExcluir