Resenhas

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

BIENAL: TÁ NA CHUVA... vá molhar o livro da sua mãe!

Bem, como todos nós, doentes por uma cheirada [de páginas], sabemos, a semana mais linda da história da humanidade desse universo de meu Deusu está chegando!
É impressionante como falta tão pouco, mas, ao mesmo tempo, parece levar pelo menos uma década. Devo dizer que foi muito triste ter de deixar a Bienal em seu último dia de 2013; quase que as lágrimas me escorreram dos olhos.
De uma forma ou de outra, fui à Bienal, em São Paulo, ano passado com a Bia, com a Grazi e pudemos detectar, ponderar, que não foi exatamente o que esperávamos......................................... Estou fazendo uso da minha gentileza; por favor, não me critiquem, não quero ser desagradável em minhas linhas...
Posso dizer que houve uma grande decepção da minha parte e acredito que isso tem de ser dito aqui, que isso tem de ser divulgado, para que, quem sabe, chegue aos organizadores da Bienal de São Paulo para que tenham um mínimo de tato na hora de fazer um evento como esses.
A verdade é que a Bienal do Livro é um dos poucos eventos culturais que chamam, de fato, a atenção do brasileiro. Ele não pode ser estragado, menosprezado ou destruído, e isso tudo, com sinceridade, pude ver em São Paulo.
Fico espantada, de verdade, que uma cidade como aquela, que é fantástica, tem tudo, com todo o aparato para fazer um grande evento, possa ter feito algo assim. Está certo, eu estava preparada para não ver algo como a Bienal do Rio de Janeiro, já que muitas pessoas já haviam falado sobre nos meus ouvidos, mas pagar para ver não me custava nada e eu realmente queria ir à Bienal!
Conclusão: EPIC FAIL.
Nunca vi nada tão desorganizado em toda a minha vida.
Façamos uma lista rápida:

1.    Lugar minúsculo: a área inteira não tinha sequer o tamanho de um pavilhão só da Bienal do RJ! Impossível transitar pelos corredores; você fica desorientado, desconfortável e demora para cruzar de um canto a outro.

2.    Má disposição: gente, sério... a comida ficava dentro do lugar com os livros! Sério que as páginas têm de ficar com cheiro Bob’s?!

3.    Má organização: a fila de pessoas para entrar dava voltas e voltas e voltas e voltas e voltas e voltas e voltas e voltas e voltas e voltas e voltas e voltas e voltas e voltas e voltas e voltas e voltas e voltas e voltas e voltas e voltas e voltas e voltas e voltas e voltas e voltas e voltas e voltas e voltas e voltas e voltas e voltas e voltas e voltas e voltas e voltas e voltas e voltas e voltas e voltas e voltas e voltas e voltas e voltas e voltas e voltas e voltas e voltas e voltas e voltas... pareceu cansativo? Acredite, não é tão cansativo quanto viver esse lindo momento... e embaixo do sol gostoso.

4.    Roubos: a coisa ficou tão desorganizada lá dentro, tão cheia de gente, tão impossível de transitar, que a segurança [segurança?] não conseguiu manter a atenção e muitos livros foram roubados. Tipo, muitos.

5.    Comida e bebida: ah, mas claro! Não tinha bebida gelada e a comida acabou.

6.    Assento: não tinha nem chão para sentar, viado! Não tinha chão!

7.    Máquina de cartões de crédito: oi?! O que é isso?! ... Veja bem, uma coisa é uma máquina aqui e outra ali não funcionarem, mas NADA funcionava.

8.  O tópico mais interessante: autores. Apesar de que não fui ver nenhum em 2014 que me interessava, desejava apenas ir à Bienal, é fato conhecido por todos que aquilo foi uma zona, um amontoado sobre o outro, não tinha espaço para nada nem ninguém; muitas pessoas que tinham senha, não conseguiram ver seus autores ou fazer qualquer coisa; a verdade é que não havia espaço para acomodar as pessoas em uma fila decente!

Queridos, vocês aí de São Paulo, façam o favor de limpar o nome de vocês, porque a cagada, devo dizer, foi milenar! Fato que jamais colocarei os pés na Bienal de SP novamente.
Não é de se estranhar que a Bienal do RJ é internacional e a de SP é considerada uma feirinha de livros... mas enfim... Para aqueles que desejam ir à Bienal em SP, NÃO RECOMENDO.
Mudando de assunto para algo lindo, atraente, poderoso e sensual [livros são sensuais]... BIENAL DO LIVRO! ... Bienal de verdade!
Bienal... Sou uma frequentadora assídua, doente e louca nesse lugar maravilhoso com cheiro de livros. Todos os anos vou desde os dezesseis anos de idade, de forma que a experiência e a malandragem [OS PARANAUÊ] já estão incrustados na minha personalidade.
Nessas postagens de quinta-feira, mesmo que depois de falar muito, darei algumas dicas de como sobreviver à Bienal, como não ter nenhuma dificuldade ou minimizá-las.

Vamos às dicas do dia, explicadinhas, mastigadinhas, bem amarrotadas, como se tivessem saído da boca do gato. Comecemos pelas mais básicas:

1.    Localização: É de conhecimento geral da nação [do carioca, claro] que a Barra da Tijuca é o pior e mais burro trânsito que deve existir. Não tem dia, hora, nada, para que esse lugar esteja absolutamente intransitável, a menos que sejam três horas da manhã. De tal forma, queridos, atenção: saiam cedo de casa, se não querem ficar três, quatro horas para chegar à Bienal, porque o Riocentro é longe... só é perto da Barra e do Recreio, porque fora isso... Para aqueles que moram mais longe, realmente saiam cedo. Se forem no fim de semana, AÍ MESMO que têm de sair cedo, porque se fizer sol, JÁ ERA! Vai morrer no trânsito, especialmente se for de transporte público.

2.    Transporte: Essa dica é mais para aqueles que vão de carro [como eu]. Para quem vai de transporte público, a facada não é tão grande, mas para os que irão dirigindo, preparem-se para pagar, pelo menos, 20 reais de estacionamento. Esse era o valor em 2013 e não sei como estará esse ano. É um valor fixo para o dia inteiro e recomendo que paguem assim que chegarem lá para não ter de ficar pensando nisso e enfrentando fila no final do dia.

3.    Ingresso: Comprem suas entradas ANTECIPADAMENTE. Sério, qual a necessidade de enfrentar uma fila ENORME na entrada da Bienal, se pode ir com a sua entrada, na mãozinha, feliz e contente como uma gazela saltitante das montanhas? Filho, vai no shopping e compra a entrada; você não vai morrer se tirar um momento do seu fim de semana para ir lá comprar em algum ponto de venda. “Ah, mas eu venho de fora do RJ!”; certo, pede para alguém que está indo com você que faça a gentileza de comprar. Se estiver indo sozinho, pode chegar um dia antes e comprar em um ponto de venda; caso seja muito difícil, de fato compreendo que tenha de ir direto e comprar na Bienal, porém, para aqueles que têm um mínimo de possibilidade, comprem antes, pois diminui, e muito, a dor de cabeça. Quem gosta de fila?

4.    Alimentação: A praça de alimentação tem uma boa localização; fica longe dos livros, do lado de fora dos pavilhões, ainda que, dentro dos mesmos, tenha uma barraquinha ou outra de bebida, um sorvete, para quebrar galho. Nada que atrapalhe, nada que deixe aquele cheiro de comida o tempo inteiro no ar. Ainda assim, como sempre, nada é perfeito. Considerando que o evento é muito grande, é claro que os preços são exorbitantes e as filas, grandes. Nem falo muito das filas, porque até andam bastante rápido, mas é tudo muito caro. Se você está indo com dinheiro contado para a Bienal, é até interessante levar alguma coisa de casa: biscoitos, sanduíches, e deixe a bebida para comprar lá mesmo. Vai ser caro? Vai, mas é melhor do que beber quente. E, para quem quer comer lá mesmo, não se preocupe; tem um monte de coisas interessantes para provar: hambúrgueres, pizza, comida de panela, batatinhas, barraquinha de água de coco, comida chinesa; tem para todos os gostos.

5.    Roupas: Amorzinho, fufuxo, amor da vida de mami, vá com vestimentas confortáveis, ok? Confortável e algo que varia [“VAREIA”!] de pessoa para pessoa, mas vá com algo que se sinta bem, leve, e pouco peso, especialmente sapatos. Eu só uso saltos, porque é a única porcaria que me faz sentir confortável, então, a dica não é “use tênis” ou “vá com o pano de chão que sua avó usa desde 1912”, mas, sim, FIQUE CONCOFORTÁVEL. Pode levar um casaco leve? Pode; é melhor. Já vi o tempo virar MUITAS vezes e, na hora de comer, faz um frio do cacete. O lugar tem ar condicionado e, sim, às vezes fica abafado pela quantidade de gente, mas já passei frio lá. Então, para aqueles que adoram bater o queixo, carregue um casaco leve. LEVE! Nada de sobretudo, cachecol, luvas e galochas.

6.    Tralhas: Diminua a quantidade de coisas que carrega. Quanto menos peso, melhor; de verdade. Você quer comprar livros, ficar naquela zona, dar aquela cheirada gostosa [NOS LIVROS] e chega uma hora que o peso em cima do corpo realmente incomoda; as pernas cansam, mesmo com roupas e sapatos baixos, então, diminua o estresse. Para quem gosta de comprar livros, leve uma mochila quase vazia mesmo; para os que compram muito, até uma malinha de rodinha pode ser interessante. Carregue uma carteira leve; no caso das mulheres, se tiver um porta-dinheiro, daqueles finos, é melhor, porque não tem peso algum. Necessaire, também para as mulheres, nem falo nada, porque eu realmente carrego. O banheiro lá é limpo, tem SEMPRE sabonete e papel, mas nunca se sabe; eu não arrisco em lugar algum e sempre pode precisar... mas, por favor, evite carregar lixa, pinças, três quilos de maquiagem, periquito, ar condicionado portátil, olhos de cabrito, asas de faisão e patas de morcego suíço com PhD em javanês; você está indo para a Bienal e não para uma convenção de bruxas para “trazer seu amor de volta em três dias” [e hoje em dia, meu bem, com o nível do preço das passagens, vai demorar um pouco para o bofe aparecer]!

7.    Dinheiro e cartões: Então, se você tem um limite para gastar, seria mais interessante levar em dinheiro; mas tem aquele pensamento de “medo de andar com dinheiro nesse Rio de Janeiro”; eu sempre tenho. A verdade, é que o melhor mesmo é levar cartão e dinheiro. Na Bienal, comigo aconteceram duas vezes, ocorre de dar uma dificuldade com o sinal e a máquina do cartão não passar; não é padrão, mas é possível, então, tenha sempre um dinheirinho na mão. Para os cagões, como eu, que não gostam de carregar muito dinheiro, lá tem caixa eletrônico para sacar, de forma que é bastante simples. Ninguém morre ali sem comprar o livro que deseja... a menos que o dinheiro tenha acabado, aí, amigo...

Acho que de básico [BÁSICO, MEU BEM!] é só isso mesmo [SÓ].
Quinta que vem retornarei com... artilharia pesada.
Aí, SIM...

Beijos de pizza de mussarela de búfala com peito de peru defumado [porque não gosto de doces]!



Links úteis:
Ingressos e postos de venda
Como chegar

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17 comentários:

  1. Eu li todas as palavras VOLTAS que você escreveu -.-

    Meninas foi muito bom esse post, porque eu to pensando em ir mas não faço a menor ideia de como chegar la.
    Eu no caso teria que ir de ônibus, falam que na Central do Brasil tem ônibus direto. Ouvi uns boatos que a Bienal disponibiliza ônibus nos dias da bienal, que nem o Guanabara faz. srsrs Mas eu não sei se é verdade.
    E aonde compro antecipado? É no site, e é o mesmo valor de comprar na hora?
    Seria a minha primeira vez indo então estou muito perdido.

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    1. Leu naaada! Hahaha! =P
      Atualizei o post da Bell deixando no final dois links pro site da Bienal, um que fala dos ingressos e um que mostra como chegar. Veja se te ajuda. ;)

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    2. Obrigado Bia, eu to muito perdido!
      Tenho que ver isso logo antes que fique em cima da hora.

      Te perguntar, na Bienal conseguimos pegar brindes de editora, como marcadores e etc?

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    3. Sim, é o paraíso dos marcadores. Sai pegando tudo hahahaha.

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    4. Thiago, sai pegando tudo! Hahaha.
      Semana que vem darei mais dicas e essas são as melhores, que são as estratégias de guerra.
      Qualquer coisa, procura a gente lá.

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    5. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
      Vou querer saber essas estrategias. Eu fico muito sem graça de meter a mão e pegar as coisas. Mas vou tentar trazer algo de lá.

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  2. Eu nunca, nunca, NUNCA, vou me esquecer daquelas voltas infernais e imbecis que eu dei no estacionamento em SP. Naquela primeiro dia e no último, pra comprar. Muito zuado!!!!!

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    1. Bia o ano passado vc estava na Bienal o mesmo dia que eu ... pena que a gente não tinha "amizade", se fosse agora eu ia querer muito te encontrar. :D

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    2. Céus, foi infernal aquilo... Nunca mais viverei essa situação.

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  3. Eu estive na Bienal o ano passado e tenho que concordar com cada palavra que vc escreveu ... foi tenso !!!!
    Tenho muuuuuuuuita vontade de ir na Bienal do Rio, infelizmente esse ano não vai rolar ... :( quem sabe na próxima ??? :D

    Para vcs que vão, aproveitem bastante !!!! :D

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    1. Foi muito tenso ano passado, definitivamente!
      Quando puder, apareça, sim! Tenho certeza de que adorará! É organizado e agradável.

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    2. Quem sabe a próxima né ? Preciso me organizar melhor, esse ano foi meio complicado !!!

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  4. Eu nunca fui na Bienal do livro, mas acho que da pra se perder lá dentro é muito grande.
    Esse ano infelizmente não vou poder mas nos próximos quem sabe. :)

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  5. Gostei das dicas, eu ainda não sei se vou.
    Dei uma desanimada, até lá eu decido.

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  6. Adorei seu post Manu e te falar que a Bienal de São Paulo realmente foi tenso ! To super ansiosa para conhecer a do Rio e claro muito feliz em saber que vou ter a oportunidade. =D

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  7. O pessoal ta se preparando pra guerra,só falta irem camuflado kkkkk.Isso meninas pega tudo, depois da uns brindes pra essa pessoa AQUI QUE NÃO VAI.

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  8. Que chato se decepcionar assim em um evento literário na Bienal de SP, ainda não tive a oportunidade de comparecer em nenhuma, mas desejo muito, um dia quem sabe?!, comparecer em um evento grandioso de livros, como este. Espero que a Bienal no RJ seja bem mais lucrativa.

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