Resenhas

sábado, 29 de agosto de 2015

..: Do atual ao clássico :..

Alternarei entre livros e filmes, uma semana cada um... que acham?
É difícil não falar sobre livros e me manter inteiramente em filmes, mas como também adoro filmes diferentes, não é muito fácil deixa-los de lado.
O nosso filme de hoje também é um filme antigo e também foi considerado filme de terror. Meu Deus, sério... qual o meu problema? É só disso que sei falar?
Adoro filmes de terror, contos assustadores e, ao mesmo tempo, não consigo dormir só de lembrar! ... Não liguem... é doença. Coisas do ser humano, que se sente atraído por aquilo que lhe dá medo... Eu sou das piores, confesso.
Prometo que na próxima será outro tipo de filme e, nesse momento, até pensei sobre ele já.
O filme do dia de hoje, na verdade, não dá medo em nós, criaturas que vivem no século XXI. Foi algo revolucionário para a década de 20 e confesso ser um dos meus favoritos do século passado. Do jeito que eu gosto, igualmente é um filme de origem alemã.
Lançado em 1922: Nosferatu, eine Symphonie des Grauens [Nosferatu, uma sinfonia de horror].



Sinopse:

Hutter (Gustav von Wangenheim), agente imobiliário, viaja até os Montes Cárpatos para vender um castelo no Mar Báltico cujo proprietário é o excêntrico conde Graf Orlock (Max Schreck), que na verdade é um milenar vampiro que, buscando poder, se muda para Bremen, Alemanha, espalhando o terror na região. Curiosamente quem pode reverter esta situação é Ellen (Greta Schröder), a esposa de Hutter, pois Orlock está atraído por ela.

Opinião da dodoizinha:

A começar pelo título: quão lindo é arrancar da garganta Nosferatu, eine Symphonie des Grauens? Profundo, intenso... tão mais sonoro que em português! Hahaha. Acho que é daí que começa a sensação de envolvimento com aquele enredo. A imagem de capa, o nome, a maneira como ele é exposto.
Na época de seu lançamento foi um verdadeiro espanto, carregado de horror de todas as pessoas. Fico imaginando o quão fantástico seria naquela época ou o quão fantástica seria uma releitura desse filme agora... Talvez, hoje, não tivesse tanta graça. Existe todo um envolvimento com a época, com o tipo de película que é exposta, e como me sinto muito ligada a toda essa coisa psicológica que é imposta grosseiramente pelos filmes antigos, não poderia ser mais incrível.
Eu me sinto, sinceramente, seduzida por cada pequeno fragmento dele: o título, a imagem, os atores... tudo.
Pelo simples fato de ter sido baseado no Drácula de Bram Stoker já ganhou o meu coração. Mais uma vez, não é o tipo de filme que todos gostam de assistir, pelo fato de ser mudo e ter de se ater demais às imagens. Aos meus olhos é exatamente por esse motivo que tem tanta graça.
Todos conhecem a história, todos sabem como termina, mas a intensidade dela não deixa de existir. Acho que, nesse caso, é ainda maior, porque temos de nos ater somente às imagens e no que elas podem nos transmitir.
Confesso que houve momentos em que achei graça. Apesar de Orlock, sendo um vampiro, só poder sair à noite, o filme fora gravado em plena luz do dia, no sol a pino, senão não seria possível enxergar absolutamente nada! Outra coisa: quebra de imagens. Como não havia efeitos especiais e maneiras de parecer que as coisas flutuavam, tudo era feito com quebra de quadros, o que chega a ser cômico para quem assiste hoje.
Acho que essas pequenas coisas que dão todo o ar interessante. Juro que gosto!
O filme não é muito longo, mas mostra bastante como as personagens são expressivas e TÊM A NECESSIDADE de serem expressivas. Não há efeitos especiais ou som, de forma que tudo deve ser bastante expansivo para que se possa entender.
Nosferatu é uma das melhores transformações do cinema da época. Gosto do seu olhar vidrado, das presas, da maneira como caminha e se movimenta. Aquilo, para mim, é assustador e brilhante ao mesmo tempo. É claro que não coloca medo com o acervo cinematográfico que temos hoje, mas é brilhante. Não consigo deixar de bater palmas para a interpretação, pela maneira como são expressados os sentimentos.
Sem palavras, só nos basta a expressão física mesmo.
E a trilha sonora? Absolutamente fantástica e soturna.
Tive a oportunidade de assistir o filme com uma orquestra e devo dizer que foi bastante interessante. Para aqueles que gostam do arranhado sombrio dos violinos, com certeza se identificará de diversas maneiras com o filme.

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4 comentários:

  1. Foi muito legal ver Nosferatu com a orquestra do Theatro Municipal. Temos que voltar lá! <3

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  2. Devido aos seus posts sobre filmes clássicos fiquei curioso par assistir um. Então vi este, gostaria de perceber a grande diferença entre o terror antigo e o atual. Então, pensei. " Porquê não começar por Nosferatu, uma sinfonia de horror?!"

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  3. Não curtu filmes de terror,principalmente esses que não te deixam dormi em paz.Gente eu tinha medo do boneco assassino kkk

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  4. Nossa, chegou arrepiar imaginar a história com todo esse tom sombrio imposto também pelas filmagens da época. E o som da orquestra enquanto vê o filme? Nossa hauahuahuaha. Também sou aficionado por filmes de terror, infelizmente nossa época não está muito favorável ao gênero. Como consigo ver esse filme? Não o acho pra assistir em lugar nenhum e fiquei empolgado com o enredo.

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