Resenhas

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

:: Resenha 109 :: "1984", George Orwell


Sinopse: Winston, herói de 1984, último romance de George Orwell, vive aprisionado na engrenagem totalitária de uma sociedade completamente dominada pelo Estado, onde tudo é feito coletivamente, mas cada qual vive sozinho. Ninguém escapa à vigilância do Grande Irmão, a mais famosa personificação literária de um poder cínico e cruel ao infinito, além de vazio de sentido histórico. De fato, a ideologia do Partido dominante em Oceânia não visa nada de coisa alguma para ninguém, no presente ou no futuro. O’Brien, hierarca do Partido, é quem explica a Winston que 'só nos interessa o poder em si. Nem riqueza, nem luxo, nem vida longa, nem felicidade - só o poder pelo poder, poder puro.

Quem aí gostava de ver Big Brother Brasil??
Vocês sabiam que o BBB, ou melhor, o original Big Brother teve sua origem do livro 1984 de George Orwell??
Em 1999 o executivo John de Mol teve a ideia de criar um reality show onde pessoas comuns seriam selecionadas para conviver dentro de uma casa completamente vigiada e sem nenhum contato com o mundo externo. E é essa a base da história de nosso livro de hoje.
Em 1984, vemos um futuro distópico no qual Winston Smith, um funcionário do estado (na verdade toda a sociedade é dominada pelo estado), se vê aos poucos insatisfeito com todo esse regime onde tudo é feito coletivamente, mas onde cada qual vive sozinho. Todos vivem sob o olhar constante e vigilância eterna do Grande Irmão.

“Tirou do bolso uma moeda de vinte e cinco centavos. Ali também, em letras minúsculas e precisas, estavam inscritos os mesmos slogans, e do outro lado da moeda via-se a cabeça do Grande Irmão. Até na moeda os olhos perseguiam a pessoa. Nas moedas, nos selos, nas capas dos livros, em bandeiras, em cartazes e nas embalagens dos maços de cigarros – em toda parte. Sempre aqueles olhos observando a pessoa e a voz a envolvê-la. Dormindo ou acordada, trabalhando ou na cama – não havia saída. Com exceção dos poucos centímetros que cada um possuía dentro do crânio, ninguém tinha nada seu.”

É 1984 e o mundo foi dividido em três grandes potencias: Oceânia, Eurásia e Lestásia. Smith vive na Oceânia. A estrutura geral da Oceânia tem como no topo da pirâmide o infalível e todo poderoso Grande Irmão. Ele sabe de tudo, vê tudo, é o provedor de todas as descobertas cientificas, de toda a felicidade, prosperidade, tudo é inspirado pela maravilhosa liderança do Grande irmão, inclusive, todos têm uma teletela em casa. Tipo aquela tv que o Bial aparecia no BBB? Então, é exatamente assim.

Logo abaixo temos o núcleo do partido com um efetivo de aproximadamente dois por cento da população da Oceânia. Abaixo temos os “proletas” que são oitenta e cinco por cento da população. Os proletas são os baixos,  porque são os escravizados. Smith é um “companheiro”, que é como os membros do partido se chamam (os aproximadamente treze por cento restante da população). 

Compreendam, Smith não faz parte do núcleo, apenas do partido, logo, vive no limite como todos os demais “companheiros”. Ração contada, roupas contadas, tudo contado e diminuindo cada vez mais. Então imaginem como viviam os proletas....

Vemos através do olhar critico e oprimido de Smith, como é a sociedade na qual ele vive. Descobrimos junto com ele toda a estrutura desse novo mundo, como são feitas as “lavagens cerebrais” logo na primeira infância para que se tornem homens e mulheres alienados e completamente fieis ao partido. Como todos são incentivados a sentirem ódio o tempo todo para que estejam sempre incitados a guerra, incentivados a denunciarem uns aos outros caso haja diferente do padrão esperado pelo partido, entre outras coisas mais.

“O mais terrível dos Dois Minutos de Ódio não era o fato de a pessoa ser obrigada a desempenhar um papel, mas de ser impossível manter-se à margem. Depois de trinta segundos, já não era preciso fingir. Um êxtase horrendo de medo e sentimento de vingança, um desejo de matar, de torturar, de afundar rostos com uma marreta, parecia circular pela plateia inteira como uma corrente elétrica, transformando as pessoas, mesmo contra sua vontade, em malucos a berrar, rostos deformados pela fúria.”

Smith começa aos poucos a se rebelar nos mínimos atos, a cada dia mais e acaba se apaixonando por uma companheira. O que é completamente clandestino, uma vez que não se é permitido esse tipo de postura. Casamento somente é permitido com um proposito. Servir ao partido com mais mão de obra, ou seja, filhos. Casais com afinidade jamais teriam permissão para se casarem. 

“Era sempre à noite - as prisões invariavelmente aconteciam à noite. O tranco súbito que arranca do sono, a mão brutal sacudindo o ombro, as luzes ofuscando os olhos, o círculo de rostos impiedosos em torno da cama, na vasta maioria dos casos não havia julgamento, não havia registro de prisão. As pessoas simplesmente desapareciam, sempre durante a noite. Seus nomes eram removidos dos arquivos, todas as menções a qualquer coisa que tivessem feito eram apagadas, suas existências anteriores eram negadas e em seguida esquecidas. Você era cancelado, aniquilado. Vaporizado, esse o termo costumeiro.”

Mesmo assim, Smith se mete nessa aventura clandestina e vive, a medida do possível essa historia. O livro não se resume a uma história de amor, muito pelo contrário, tem amor, indignação, ódio, luta e esperança. Esse é meu segundo livro do Orwell e eu estou encantada. Como eu disse na outra resenha que fiz dele, eu pensei que seria um livro chato sobre política. É sim um livro sobre política, mas de um mondo super interessante de se ver. Mais um livro que deveria ser leitura obrigatória nas escolas, mas um livro que meu filho irá ler com certeza e mais um livro que eu recomendo a todos vocês, porque vamos lá, né gente?! Não só de malemolência o homem viverá. Se bem que a Bia vive, viu?! Ôoooo se vive!!!! Huahuahuahuahuahuahu!

Eu queria escrever por horas sobre esse livro. Marquei umas 20 passagens que achei super interessante para colocar aqui para vocês, mas aí já deixaria de ser resenha e passaria a ser spoiler, né?!  Mas eu queria deixar aqui para você o quão incrível eu achei esse livro e queria mesmo que todos lessem. Agora deixa eu parar senão vou acabar colocando todas as passagens que eu queria e a tia Bia me bate!

Leiam gente! Leiam!!!!! Leiaaaaam!!!!!
Beijinho! :D


Título: 1984
ISBN-13: 9788535914849
ISBN-10: 8535914846
Ano: 2009 
Páginas: 416
Editora: Companhia das Letras
Compre aqui: Extra
Classificação: 

Comente com o Facebook:

6 comentários:

  1. Eu já li muitas coisas boas sobre o autor e sou louca para ler alguma obra dele. Esse é um dos livros que mais ouço falar, também já ouvi falar bastante de A Revolução dos Bichos. Agora com mais essa resenha super positiva, com certeza vai ser uma leitura para ano que vem.
    Muito boa a resenha, parabéns!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. livros obrigatórios para sua leitura de 2016, dona Bruna!!

      Excluir
  2. Eu sempre evito ler esse livro pois quando tentei ler A Revolução dos Bichos achei bem cansativo, não terminei, e agora não tenho mais vontade de ler nada desse autor. Mas gostei da sua resenha, ficou bem explicadinha e o livro ficou parecendo bem interessante. Acho que vai entrar pra minha lista (que é enorme).

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sei bem como são essas listas.... huahuahuaha
      mas leia sim! o livro é ótimo! não vai se arrepender!

      Excluir
    2. Pois é, o pior é que eu vivo colocando livro na minha lista e ainda tenho a cara de pau de não ler os que tem nela e ler outros que acho por aí e me interesso, coisa de momento HEIAUEHAE obrigada por recomendar!

      Excluir