Resenhas

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

:: Resenha 121 :: Ligeiramente Casados, Mary Balogh

Sinopse: À beira da morte, o capitão Percival Morris fez um último pedido a seu oficial superior: que ele levasse a notícia de seu falecimento a sua irmã e que a protegesse "Custe o que custar!". Quando o honrado coronel lorde Aidan Bedwyn chega ao Solar Ringwood para cumprir sua promessa, encontra uma propriedade próspera, administrada por Eve, uma jovem generosa e independente que não quer a proteção de homem nenhum.
Porém Aidan descobre que, por causa da morte prematura do irmão, Eve perderá sua fortuna e será despejada, junto com todas as pessoas que dependem dela... a menos que cumpra uma condição deixada no testamento do pai: casar-se antes do primeiro aniversário da morte dele o que acontecerá em quatro dias.
Fiel à sua promessa, o lorde propõe um casamento de conveniência para que a jovem mantenha sua herança. Após a cerimônia, ela poderá voltar para sua vida no campo e ele, para sua carreira militar.
Só que o duque de Bewcastle, irmão mais velho do coronel, descobre que Aidan se casou e exige que a nova Bedwyn seja devidamente apresentada à rainha. Então os poucos dias em que ficariam juntos se transformam em semanas, até que eles começam a imaginar como seria não estarem apenas ligeiramente casados...
Neste primeiro livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh nos apresenta à família que conhece o luxo e o poder tão bem quanto a paixão e a ousadia. São três irmãos e três irmãs que, em busca do amor, beiram o escândalo e seduzem a cada página.


Há muito tempo, em uma galáxia distante a pequena Talita, então aluna do segundo ano do ensino médio, leu Helena e em seguida Senhora e esses foram seus únicos contatos com um romance que se ambientava em tempos passados. Até que um dia, mais de uma década depois alguém fala da Júlia Quinn, ela experimenta O Duque e Eu e ama! Assim começa a saga de Talita em busca dos novos romances de época. 

Parando de falar de mim mesma na terceira pessoa, aliás, isso é irritante, então sorry, eu brinquei antes para poder exemplificar como eu estou embarcando aos poucos nesse universo dos vestidos de cintura altas e mangas bufantes, de bailes de valsas e passeios de charrete aos poucos porque até o ano passado, era território inexplorado para mim. Dito isso, eu preciso agradecer a Ana aqui do blog que me deu de presente Ligeiramente Casados no nosso Amigo Secreto das internas do VL. Ela viu o livro lá na minha lista de desejos no Skoob e depois de armar um golpe com a Marli (outra amiga nossa do Viciados) me enviou não só esse, mas o Ligeiramente Maliciosos, além dos livros Métrica AUTOGRAFADO e Pausa da Colleen Hoover. Eu meio que pirei, mas não vamos entrar em detalhes! 


Chega de blá-blá-blá e vamos falar de Ligeiramente Casados. Como eu disse antes, meu único romance de época antes desse foi o da Júlia Quinn que é muito leve e bem-humorado, e ingenuamente meio que esperava a mesma coisa nesse, mas me surpreendi com uma história mais densa, porém ao mesmo tempo leve como um romance de época deve ser. Pode parecer que essas ideias são distante ou muito divergentes para acontecer num mesmo livro, mas a escrita da Mary Balogh permitiu isso. 
– Prometa... – A voz falhou. Mas a morte ainda não o levara. De repente, o capitão abriu os olhos, e conseguiu reunir forças para levantar o braço e tocar a mão do coronel com os dedos fracos já carregados do frio da morte. Ele falou com uma urgência que apenas o fim da vida provocava. – Prometa que irá protegê-la – pediu Morris. Seus dedos apertavam febrilmente a mão do coronel – Prometa! Custe o que custar!
– Prometo. – O coronel aproximou ainda mais a cabeça, na esperança de que seus olhos e sua voz conseguissem penetrar a bruma da morte que engolfava o homem agitado diante dele. – Eu lhe faço o meu mais solene juramento.
Em Ligeiramente Casados conhecemos Eve Morris e o Coronel Lorde Aidan Bedwyn. Eve tem um irmão, Percival Morris, que morre logo na primeira página do livro, mas antes faz o Corenal jurar sob sua honra que irá dar a notícia de sua morte pessoalmente para a sua irmã e protegerá ela custe o que custar. Tempos depois o coronel enfim encontra a Senhorita Morris, ele descobre que o pai dela, um ex mineiro de carvão que fez um excelente casamento com a filha do dono da mina e enriqueceu, colocou em testamento que se após um ano da morte dele a filha não tivesse casado com um cavalheiro, todo o Solar Ringwood deverá ir para o irmão dela ou seu primo Cecil, um esnobe que odeia tudo e todos que moram no Solar. Resultado: os dois combinam de casar em um dia e nunca mais se verem. E obvio que isso dá errado!
Ela estava ruborizada, animada e bonita de novo, como estivera em Londres, duas tardes antes. Eve ergueu o rosto para ele – para quê, ele jamais saberia dizer – e Aidan se inclinou na direção dela muito despropositadamente. Então, de algum modo, as bocas dos dois se encontraram e se colaram por alguns momentos que pareceram infinitos, antes que eles se afastassem de um pulo e soltassem as mãos do outro como se estivessem escaldados. Que diabo! Com certeza aquele era um dos momentos mais embaraçosos da vida de Aidan (...)
Eve é uma personagem forte e determinada. Com um coração maior que o próprio solar onde mora, ela abriga ao seu lado desde um cão de um olho só e três patas porque ele fora maltratado até uma governanta que era ex-presidiária, mas todas as pessoas de bem que dariam a vida pela Eve, e todos esses incapazes, como o Coronel os chama, dependem de Eve e são determinantes para ela sacrificar a sua felicidade ao se casar com Aidan. 
Não sou uma dama por nascimento e fui apenas parcialmente educada como uma. Fui criada e passei a maior parte da minha vida no campo, entre pessoas bem-nascidas, mas que de forma nenhuma são membros da nobreza. Não sei nada sobre as modas e maneiras da capital. Não sei nada sobre como me portar na alta sociedade ou o que se espera da esposa do herdeiro de um duque. Teria que aprender a me apresentar à rainha sem cair em desgraça, e também a me comportar em um baile na Bedwyn House sem perder completamente a compostura e acabar cometendo alguma gafe terrível. Então teria que comparecer a todas as celebrações da vitória ao seu lado, me comportando como é esperado de Lady Aidan Bedwyn.
Ele por sua vez é um coronel sisudo que nunca ri, mas dá grande importância a honra, tanto que aceita se casar com Eve apenas para honrar a promessa que fez ao Percival. O problema é que Aidan é filho de um duque, irmão do atual duque e ser casado com a filha de um mineiro seria um escândalo! E é aí que a história ganha o seu quinhão tenso, já que muitas vezes Eve é rebaixada por ser filha de um mineiro, mas ao mesmo tempo ela levanta a cabeça e enfrenta a todos de frente, e ganha pouco a pouco o respeito de todos os Bedwyn, principalmente do sisudo Aidan. Como esse casamento vai terminar? #SóLendo!
– Vamos consumar nosso casamento – falou Bedwyn – nessa cama atrás de mim. Se não quiser que isso aconteça, diga agora. Não estou dando nenhuma ordem.
No geral, Ligeiramente Casados é uma história de amor leve e, às vezes, quente, mas, ao mesmo tempo, fala de forma séria sobre preconceito e atitudes esnobes, com muito pouco humor, principalmente se comparado a série Os Bridgertons, mas vamos combinar? Cada série tem que ter a sua marca e ler mais do mesmo é chato. Dito isso, se você é como eu que nunca leu ou leu poucos romances de época, Ligeiramente Casados é uma boa pedida, eu devorei o meu em 2 dias e quero mais, muito mais da Mary Balogh!

Título: Ligeiramente Casados
Série: Os Bedwyns # 01
Autor: Mary Balogh 
ISBN-13: 9788580413212
ISBN-10: 8580413214
Ano: 2014
Páginas: 288 
Editora: Arqueiro
Compre aqui: Amazon
Classificação: 

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10 comentários:

  1. adorei a resenha,adoro romances de época,sao ligeiramente cativantes e maravilhosos ;) adoroo

    esse parece ser bem interessante..amei o post
    bye ;)

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    1. Como eu disse só li dois romances de época até hoje, esse é o segundo, mas é um gênero que está me conquistando e muito! :)

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  2. Adoro romances de época e este parece que vai me conquistar. Estou achando bem curioso essa nova onda de séries de romances de época em que cada livro conta a história de um membro da família.
    Os personagens parecem carismáticos e sua resenha me deixou muito curiosa para começar essa série. Espero que ela me encante como outras do gênero. Bjs!

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    1. Os Bedwyns também segue essa fórmula, onde cada livro é sobre um irmão, eu estou curiosa para ler a história da Freyja que graças a Deus já lançou no Brasil! Eu li em dois dias, coisa muito rara para mim ultimamente! AMEI!

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    2. Espero amar também, você leu muito rápido mesmo, sinal de que o livro é bom! rsrs

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  3. Ta aí. Uma coisa que nunca cogitei antes.
    Até hoje pra mim, romances de época estavam restritos ao universo cinematográfico. Nunca pensei em ler um.
    A sua resenha me ganhou, no momento em que se referiu ao discussão que o livro gera a respeito de preconceito e atitudes esnobes. Eu gosto de livros assim.
    Quanto ao título...
    Poderia ser um pouquinho melhor, né? aushuashuash

    Abraço xD

    http://caixasdsapato.blogspot.com.br/

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    1. E eu Bruno que associava Romance de época com os romances de Machado de Assis? Essa nova leva de romances que foram escritos nos dias atuais, mas retratam épocas passadas estão me levando, são leves, historicamente bonitos, e ao mesmo tempo faz dar uma parada e analisar. É claro que não temos aqueleeeeee debate filosófico e social sobre preconceito, mas é lindo ver a Eve virar o jogo!
      Bjs!!

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    2. Eu provavelmente teria associado também, se não fosse a capa. asuhasuhasuh
      Mas, em relação a ser leve, tem algum outro livro que possa ser comparado?
      Romance de época, no geral, não me parece algo tããão leve, quando pode ser um livro do David Levithan, por exemplo. rs
      E a linguagem, é condizente com a época ou menos rebuscada?

      http://caixasdsapato.blogspot.com.br/

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  4. Talita, eu também virei fã dos romances de época !!! Eu tenho Ligeiramente Casados e Ligeiramente Maliciosos, estão na lista para o desfaio de 2016 hehehehehehe Sua resenha está linda, parabéns !!!

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  5. Oi!
    Que presentão Métrica e ainda autografado, mas também comecei meus romances de época pelos livros da Julia Quinn e me apaixonei por essa família, li o segundo livro dessa serie da Mary Balogh que gostei muito mas ainda não tinha me interessado pela historia e lendo a resenha gostei muito principalmente da Eve que deve passar por muitas diante da sociedade daquela época !!

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