Resenhas

quarta-feira, 30 de março de 2016

:: Resenha 154 :: "Os miseráveis", Victor Hugo



Sinopse: A França viveu um período especialmente conturbado na primeira metade do século XIX. A monarquia foi restaurada, os ideais conquistados pela Revolução foram deixados de lado e a maioria da população vivia em condições de extrema pobreza, o que levou a uma série de revoluções populares.
Esse é o contexto retratado por Victor Hugo, principal expoente do Romantismo francês, em Os miseráveis. E é também o cenário em que vivem os antagonistas Jean Valjean e Javert. O primeiro é um ex-presidiário que, depois de ser marginalizado pela sociedade, recebe uma ajuda inesperada e parte em busca de um recomeço e de sua redenção. O segundo, um inspetor com ideais rígidos de justiça, tem uma visão de mundo sempre filtrada pelas lentes da lei.
A partir dos embates entre esses dois personagens de caracteres tão opostos, Victor Hugo desenvolve uma trama articulada, que explora os dilemas morais de cada um ao mesmo tempo em que revela de maneira crítica os conflitos sociais da época. Ao retratar uma realidade de penúrias e revoltas, este clássico, apresentado aqui em edição adaptada, inspira a esperança por uma sociedade mais justa e humana, ecoando até os dias atuais.




A breve opinião de uma mente pouco moderna:

É bom. Não posso dizer que é ruim, mas não foi o melhor livro que li em termos de detalhe e abrangência; sinto até uma leve desorientação para falar sobre o livro e fiquei: “Que devo dizer?” Por um instante senti a cabeça completamente vazia para fazer uma dissertação, porém é algo necessário a se fazer. Tenho de dar a minha opinião, por mais difícil que seja; o desafio faz bem, acho eu.
A questão, na verdade, não é o livro em si, a história, contudo a adaptação. Já não é exatamente do meu agrado ler um livro fora da sua língua mãe, mas, como eu não sou uma grande conhecedora de idiomas, tenho de me contentar em ler as traduções; o que me incomodou foi o fato de que o livro, que, originalmente, tem, pelo menos, 1500 páginas, se tornar um texto com parcas 240 páginas; as últimas 30 falam sobre o autor, a literatura clássica e outros assuntos.
Tem seus pontos positivos e seus pontos negativos; começarei pelos negativos, de forma que possa me demorar mais na parte positiva do livro e, claro, não deixar que o negativismo tome conta dessa resenha.

Acho importante ressaltar que a essência do livro se perdeu, de certo modo. Eu não cheguei a ler a versão original d’Os miseráveis ainda, mas é mais do que evidente que não é Victor Hugo quem colocou a sua alma ali. A adaptação, a condensação do texto, faz com que muito se perca: a forma como se expressa, o linguajar da época e a sua formalidade. Acho que são pontos essenciais para que a história seja contextualizada com a época e não, simplesmente, seja considerada como um momento qualquer da atualidade... o que não é. Aquele era o momento da Revolução Francesa, carregada de conflitos, de forma que não é possível apresentar o texto como se fosse, apenas, um monte de pobres e ‘miseráveis’ que permeiam os dias de hoje. É algo muito mais profundo que isso, o que não foi afirmado com tanta veemência. Acho que é essencial que as personagens sejam exaltadas como fantásticas e não um bando de desgraçados, apenas.
Outra coisa: como o livro perdeu grande parte de seu texto, já que é uma adaptação, você sente que tem coisa faltando [como não, né?]. Quero dizer: a história corre muito rápido e, de repente, acaba. PUFT! Você nem percebe o quão ligeira foi ela e como as personagens acabam, coitados, sendo pouco trabalhados. A história é brutalmente detalhada e, nesse sentido, é como se não falasse nada sobre. Você, adulto, lê e percebe que falta isso, aquilo, mesmo que nunca tenha lido a versão original... ou pelo menos eu me senti assim.
E, então, vêm os pontos positivos, aqueles que verdadeiramente devem marcar presença, até porque, convenhamos, esse livro é uma adaptação INFANTOJUVENIL.
Há!
É claro que acaba sendo defasado para a nossa concepção!
Confesso que, conforme fui lendo, me agradava a leitura rápida, mas sentia sempre que estava faltando algo [ou tudo] no decorrer das páginas. Na verdade, só ao final do livro, quando fui pegar a sinopse sobre o mesmo, que vi que era uma adaptação infantojuvenil. Vocês não têm ideia de como isso, repentinamente, mudou a minha avaliação sobre o livro; é como se as críticas negativas que joguei acima deixassem de existir, mas eu precisava colocá-las para enfatizar o meu grande erro sobre julgar um livro sem mesmo saber o seu objetivo. Ele TEM um objetivo!
É completamente diferente você ler um livro que é considerado uma simples adaptação e ler um livro que tem o intuito de integrar as crianças à literatura. Céus, como é diferente nós, adultos, tentarmos ler um livro de linguagem elaborada, rebuscada – e de difícil entendimento para nós, modernos, já que não fazemos mais uso desse tipo de comunicação – e uma criança tentar ler. A criança não está preparada para esse tipo de coisa e vai largar qualquer porcaria se não houver interesse da sua parte, até porque é uma leitura pesada, desgastante e intensa demais para o entendimento do mais jovem. É preciso integrá-lo àquele mundo, puxar algo que permita que a criança/adolescente seja capaz de se identificar, ainda que sem acabar com a história.
As personagens não ficaram vazias; muito pelo contrário. Independente do pouco detalhamento por parte da adaptação, é notável como você é capaz de sentir o sofrimento, a angústia e ver um sorriso por parte daquele que está sendo narrado. Isso não se perdeu com a adaptação; o jovem não perde a moral da história e é capaz de compreender o que ela deseja passar, já que a linguagem é muito mais simples. Por maiores que sejam as críticas à sociedade, por mais difícil que seja a compreensão numa primeira leitura, o primeiro passo foi dado, que é conhecer uma grande obra e condenação ao mundo que se vivia no século XIX e um período muito expressivo como a Revolução Francesa.
Também acho que vale a pena dizer que, mesmo sendo uma adaptação infantojuvenil, não quer dizer que não pode ser apreciada por nós; muito pelo contrário. A grande maioria das pessoas que conheço não tem exatamente paciência para esse tipo de leitura pesada; acabaram mudando conforme a literatura mudou, com uma linguagem mais leve, uma leitura mais fluída e bem menos truncada, menos carregada de detalhes. Isso é, apenas, uma questão de gosto; ninguém é obrigado a gostar de literatura clássica e ser cheio de paciência para com uma leitura rebuscada. Dessa forma, para aqueles que querem conhecer a obra, os clássicos, sem a dificuldade que é enfrentar milhares de páginas com palavras que gritam “PEGUE O ‘PAI DOS BURROS’!”, eu recomendo! De verdade.
É bastante fluído, leve e podemos compreender com muita facilidade do que o livro se trata, do que Victor Hugo desejava dizer.

Então, sobre o livro... [Só agora, filho! Só agora que a pessoa vai falar sobre o livro! Perdendo a noção de tempo, espaço, tamanho... sérião mesmo...]
A história é bastante intensa. Considerando, novamente, que eu de fato tive a necessidade de sentir mais, ver mais sobre as personagens, acho que preciso ler a versão original. Independente disso, posso dizer que qualquer um que lê aquelas páginas é capaz de sentir a angústia e o sofrimento de cada um daqueles que compõe a história.
São personagens muito diferentes, com vidas muito diferentes, com conflitos muito expressivos, mas que se encontram na história de formas muito simbólicas, as quais, na verdade, mudam completamente as suas escolhas e visões de mundo, assim como o desfecho de cada uma delas.
É impressionante como tudo é muito bem bolado, mas, ainda assim, não existe uma felicidade essencial para todos eles. O nome “Os miseráveis”, aos meus olhos, deixa bastante claro que a questão toda não é uma vida miserável, mas uma existência miserável. Não é a pobreza que se mostra acima de qualquer coisa no texto, mas, sim, os pensamentos, o sofrimento, a dor que sentem as personagens em cada uma de suas escolhas, o que torna as suas vidas mais do que miseráveis. Por mais que o dinheiro seja algo importante e notável  em todo o contexto, a grande questão não é ele; tudo o que se revolve é na mudança de vida e na tristeza que se arraiga no enredo, o que trava todas as personagens na vida que têm. Todas essas sensações são palpáveis e chega a ser desconfortável, em certo ponto, como nenhuma grande fagulha de felicidade se mantém acesa; ela sempre é destruída por uma tristeza, um conflito, muito maior, como se houvesse uma cegueira para o que é bom e novas possibilidades.
Eu não pretendia falar expressamente das personagens Jean Valjean e inspetor Javert, já que não os considero verdadeiramente principais na trama. É notável como Victor Hugo dá lugar especial a todas as personagens da trama e as tornam tão importantes quanto os dois primeiros. De qualquer modo, esses dois homens são, na história, os maiores exemplos de que o dinheiro e a posição social não têm qualquer influência nos seus conflitos internos e um com o outro. A realidade em que vivem consigo mesmos é muito mais penosa e desconfortável.
Jean Valjean era um prisioneiro, condenado eternamente, por roubo, ao trabalho forçado. Ainda que tenha fugido, ainda que tenha cometido outros roubos para sobreviver, ainda que seus pecados tenham sido absolvidos por um padre e tenha sido, posteriormente, um homem que cresceu em posses, inteligente, bom, extremamente caridoso, cuidadoso para com os que necessitavam, jamais foi capaz de perdoar a si mesmo pelas coisas que fez. A dor dos furtos iniciais, de sua vida desregrada, jamais deixaram de segui-lo e isso é jogado constantemente na história. É um homem que, apesar de ter tudo, de ser redimir, de ser feliz com a menina que adotou como sua filha, não é capaz de se desprender do passado; não é capaz de viver a felicidade do momento.
O mesmo acontece ao inspetor Javert. Igualmente é uma personagem que nasceu com dificuldades, em um berço bastardo, mas que se permitiu libertar de sua vergonha para crescer na vida. Entrou para a polícia, tornou-se inspetor e jurou que seria um homem plenamente justo, correto, que não se permitiria errar em seu trabalho. Todos erram e esse é um grande problema para Javert, especialmente no que diz respeito a Jean Valjean. Existe um grande conflito entre conseguir prender, prender e não prender esse homem. É como se a vida do inspetor Javert, a partir de Valjean, se tornasse algo completamente distinto; era uma necessidade de resolução, ainda que não soubesse exatamente qual caminho devesse tomar.
Não acho que será possível falar sobre todas as personagens que me marcaram – que, na verdade, foram todas – entretanto é notável como não existe nunca resolução de um conflito. Eles verdadeiramente vivem aquele momento, vivem aquele sofrimento, e não são capazes de se desgarrar dele. O que, na verdade, encontrariam após a resolução? É como se não existisse nada; é como se, inconscientemente, não desejassem que os conflitos se resolvessem, já que a resolução resultaria em algo muito mais triste, menos expressivo, sem emoção, sem ansiedade, sem desejo: o nada.

É uma leitura que realmente vale a pena, falando novamente que é bom para quem não tem o costume de ler livros rebuscados e sentiu alguma vontade de ler. Garanto que é uma leitura bastante fluída, leve e que, ainda assim, somos capazes de ver como todos se mobilizam e como Victor Hugo pôde expressar, em personagens tão diferenciados, um único tema.
Novamente, eu tenho de dizer que o grande erro de avaliação foi único e exclusivamente meu, ao deixar passar o que o livro desejava com a sua adaptação. Honestamente acho ótimo ser quebrada assim, ter uma mudança tão brusca de pensamento com algo que era muito arraigado na minha cabeça.
Às vezes é bom; faz bem. Faz bem que alguém ou algo, mesmo que de maneira muito sutil, como uma pequena informação, seja capaz de mudar toda uma concepção.


No final, a resenha ficou maior do que o livro...

Gostaria de agradecer à academia por esse tão maravilhoso Oscar de Blá-Blá-Blá, ao Prêmio Nobel de MiMiMi e, claro, ao adorável, mas não menos importante, Troféu Imprensa de Tase [taseachando]!
Gostaria de agradecer aos meus pais, toda a minha família, aos meus amigos... *Lágrimas escorrendo.* ... pelo apoio... *Soluços.* ... pelas palavras de incentivo... *Fungando.* Também agradeço ao meu agente, Bob [?!?!], e todos os que estiveram comigo nessa jornada [quem, meu Deus?!?!] por tudo o que fizeram por mim até hoje! Vocês são maravilhosos e esses prêmios também são seus.
Obrigada!



Título: Os miseráveis
Autor: Victor Hugo
ISBN-13: 9788565765466
ISBN-10: 8565765466
Ano: 2014
Páginas: 312
Editora: Seguinte
Compre aqui: Livraria da Travessa
Classificação:




Sobre o autor:

Poeta, dramaturgo e romancista, Victor Hugo é um dos mais importantes escritores franceses do período romântico. Terceiro filho de um major que, mais tarde, se tornaria um general do exército napoleônico, Victor Hugo passou a sua infância entre Paris, Nápoles e Madrid, consoante as viagens do pai.
Em 1821, ano do seu casamento com uma amiga de infância, Adèle Foucher, publicou o seu primeiro livro de poemas, Odes et poésies diverses, com o qual ganhou uma pensão, concedida por Louis XVIII. Um ano mais tarde publicaria o seu primeiro romance, Han s’Islande.
Os seus livros mais conhecidos são O Corcunda de Notre-Dame (1831) e Os Miseráveis (1862).
No final da sua vida, Victor Hugo foi político, deixando notáveis ensaios nesta área. Morreu em Paris, em 1885.

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14 comentários:

  1. Oiie, gostei muito da resenha, não li ao livro e nem sei assim se pretendo ler hahaha vi o filme e gostei muito, mas achei super legal saber que a leitura é fluida, quem sabe eu venha ler o livro, e que a historia venha a me prender.
    Beijos *-*

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  2. Olá!! Eu já tinha ouvido falar muito bem desse livro,mas realmente nÃo É uma leitura que me atraia viu,pois me parece ser recheado de sofrimento e eu não sou muito fã disso...Sem falar,como você disse,é uma adaptação infanto-juvenil,e apesar de não ter nada contra,muito pelo contrário,não tenho nem 20 anos ainda,mas eu já não tenho mais atração por livros mais juvenis viu...gosto de livros mais densos e estruturados,com personagens bem caracterizados e marcantes... Dificilmente se eu fosse ler um livro como esse me agradaria que ele fosse mais sutil... Então realmente eu não leria,nem a juvenil nem a original viu :/

    Mas fiquei super interessada no filme,ainda mais que têm a Anne Hathway,cantando ainda por cima rs...Creio que do filme sim eu iria gostar,mais para leitura tenho gosto mais definido!

    Bjocas e ótima resenha!!

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  3. Apesar de imenso ( O original), esse é um livro que praticamente todo mundo vai gostar. Victor Hugo é um pouco prolixo, mas escreve de maneira deliciosa! Ele mistura história da França com uma ficção envolvente, com personagens e situações que nos provocam reações diversas. O leitor se emociona, se indigna, sofre e se alegra junto com os personagens.
    É a história da parte marginalizada da sociedade, o outro lado que as pessoas não enxergam ou não querem enxergar.
    Não precisa temer esse "tijolão", ele é grande, mas a leitura é fácil sem uma linguagem rebuscada demais. As pausas na ficção para contar sobre história vem bem a calhar para que o leitor tenha tempo de digerir o que acontece com os personagens e refletir sobre o que leu, além de aprender um pouco mais sobre a França da época de Victor Hugo.

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    1. Posso dizer que concordo muito que o "tijolão" não é o problema; na verdade, adoro tijolões. Nem de longe esse seria um problema e, na verdade, eu prefiro quando os livros são assim. Parece que as histórias são mais carregadas, mais detalhadas, e isso faz uma grande diferença para mim; em geral, os livros pequenos tendem a deixar lacunas, muitas perguntas... ao menos na minha concepção!

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  4. Oi Bell, tudo bem?
    Já ouvi tantos comentários sobre essa obra e sobre o autor, que parece até que eu já li o livro, mas infelizes ainda não fiz essa leitura. Sua resenha me fez compreender novos detalhes, o que me motivou a querer ler o quanto antes. Obrigada pela indicação.
    Beijos, Fer

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  5. Já torci o nariz para "tradução e adaptação". Li o original há algum (muito) tempo e fiquei meio psico. É o tipo de obra que deveria ser proibido alterar qualquer coisa. É um tijolão? É! Mas não tem motivo pra ficar assustada, pq flui muito bem. Ao contrário do que se pensa, a linguagem é de fácil interpretação, e ele é bem estruturado. Mas sou suspeita. rsrs

    Sinceramente não penso em dar uma chance para uma nova adaptação, pq, como já disse, sou bem psico. Mas no fim das contas, apesar dos pesares, parece que essa adaptação é válida, tanto que você diz que valeu a pena, com suas ressalvas, claro.

    Ah, vale falar que o filme é maravilhoso (claro, com Russell Crowe, Hugh Jackman e Anne Hathaway, né, mores?!) e sou louca pra ver o musical na Broadway.

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    1. Mari, devo dizer que, com toda a certeza, melhor do que a versão nova do filme, é a antiga.
      Claro que tem toda uma arte, uma novidade, mas a beleza do musical, aos meus olhos, acaba sendo muito mais intensa no filme antigo; não é nem possível comparar a potência vocal. Uma coisa impressionante.
      Vale muito a pena assistir!

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  6. Eu já vi algumas pessoas falarem desse livro com tanta empolgação que sempre tive vontade de ler, ele deve ser mesmo incrível !!! Eu só tenho medo da leitura ser cansativa.
    O filme eu achei lindo !!!! :D

    A resenha ficou ótima, parabéns !!!

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    1. Então, talvez, esse seja um bom livro para começar, ao menos para conhecer a história, saber do que se trata.
      Não sou mesmo do tipo que gosta de adaptações, mas para aqueles que têm receio de uma leitura mais prolongada, pode ser uma boa opção, sim!

      Obrigada pela gentileza.
      Beijinhos!

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  7. Eu li o livro original em português de Portugal com 18anos e sempre 2 meses para le-lo todo e amei, porque o autor faz um quadro geral da Idade Moderna, mas critica intensamente a moral daquele tempo e não o regime social vigente, o que demonstra que o meio social é reflexo da humanidade e seu caos interior.

    Beijos

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  8. Oi
    Tudo bom?
    Sou louca para ler esse livro, dos clássicos, acho que é o que mais tenho vontade!
    Mas quero ler uma versão mais original, nada de adaptada!
    Bjos

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  9. Oi, tudo bem?
    Ainda não li o livro, mas já vi outros blogueiros elogiando a obra.
    Que bom que gostou, mas não leria o livro no atual momento.

    http://mysecretworldbells.blogspot.com.br/

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  10. Oie

    Eu tenho Os Miseráveis (original) na estante, eu ganhei ano passado, mas apesar da imensa vontade de conhecer a obra, ainda não li.
    Eu não sou muito de adaptações, torço um pouco o nariz, mas pela sua resenha achei uma ótima para aqueles que ainda não estejam preparados para o original. Acho que se tiver a oportunidade, tb leio.
    Gostei!!

    Bjs
    Fernanda
    http://pacoteliterario.blogspot.com.br/

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  11. kkkkkkkkkkk ficou maior que o livro a resenha, concordo! Mas adorei ler! Você escreve tão bem que prende aé na resenha, já pensou em escrever um livro?
    Eu nunca li essa obra, nem essa versão muito menos a original! Digo muito menos pois 1500 páginas para a rotina que tenho hoje é impossível de encaixar, então uma adaptação me cairia bem. Contudo sou extremamente chata e tenho certeza que sentiria a mesma coisa que você.
    Gostei que ressaltou a adaptação par ao publico juvenil, com certeza a leitura (e apreciação) é muito melhor!
    Por hora, só digo que gosto da trama toda pelo filme que assisti!

    Bjus
    Blog Fundo Falso

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