Resenhas

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

:: Resenha 227 :: "Juntando os pedaços", Jennifer Niven






Sinopse: Jack tem prosopagnosia, uma doença que o impede de reconhecer o rosto das pessoas. Quando ele olha para alguém, vê os olhos, o nariz, a boca… mas não consegue juntar todas as peças do quebra-cabeça para gravar na memória. Então ele usa marcas identificadoras, como o cabelo, a cor da pele, o jeito de andar e de se vestir, para tentar distinguir seus amigos e familiares. Mas ninguém sabe disso — até o dia em que ele encontra a Libby. Libby é nova na escola. Ela passou os últimos anos em casa, juntando os pedaços do seu coração depois da morte de sua mãe. A garota finalmente se sente pronta para voltar à vida normal, mas logo nos primeiros dias de aula é alvo de uma brincadeira cruel por causa de seu peso e vai parar na diretoria. Junto com Jack. Aos poucos essa dupla improvável se aproxima e, juntos, eles aprendem a enxergar um ao outro como ninguém antes tinha feito.




 Então... bora começar a resenha.


Então coleguinhas, quando a nossa parceira, a Companhia de Letras, me enviou a prova antecipada desse livro que é lançamento da editora Seguinte, eu passei por aquela mesma parada de sempre: expectativa grande x o medo de me frustrar também.  E a real foi que a frustração não teve vez aqui. A  leitura foi agradável, fluida e única. Jennifer criou personagens cativantes, distintos e originais em sua história, com situações interessantes que no final, acabou mexendo bem com as minhas emoções.
O enredo que ela criou, aborda temas como: preconceito, uma doença que nunca tinha ouvido falar e que realmente existe, perda, auto aceitação, esperança, amor e superação. Sendo assim, a parada foi tão intensa que eu simplesmente devorei o livro e ainda continuo absorvida por essa história.


Nesse livro vamos conhecer Jack Masselin, um estudante charmoso, engraçado, popular, que namora a garota mais desejada da escola e que tem aqueles típicos melhores amigos. Aqueles caras que são tipo seguidores e tal, simplesmente por Jack ser quem é. Sabe o que estou falando? Quando se é popular na escola, todos querem estar perto de você por um motivo. É claro que tem aqueles populares por suas escrotices, já que o ensino médio, no meu ponto de vista, é a porra de uma aprovação para muitos. Juntam as futilidades colegiais, a extrema maldade dos bullyings de plantão que infelizmente ainda existe, a competitividade exagerada entre alguns alunos, as anoréxicas maldosas, os atletas arrogantes e os bailes de formatura, que de quebra para alguns é a morte, já que pode correr o risco de ter a merda da rejeição enquanto observam os adolescentes “perfeitos” curtindo com o seu fracasso social. Então, enfia tudo isso em uma panela de pressão e pede para aquele adolescente que quer apenas passar por essa fase de boa, sem ter que ver qual categoria ele se encaixa, já que parece que é de lei, o ensino médio se dividir de acordo com uma hierarquia ridícula. Enfim... parece uma missão impossível essa panela não estourar, certo?


Ok... então, enquanto esse mundo está seguindo o ritmo que está acostumado, vamos ver que Jack esconde um segredo deles. Isso inclui a sua família também, uma vez que ele pode ser popular na escola e tal, e ter o status que muitos desejam, mas em casa a parada é outra. Seu pai descobriu ter câncer, logo depois da sua mãe ter descoberto que ele estava lhe traindo. Então sua vida familiar tá tensa, sem contar com o fato de lidar todo dia com o seu segredo: que é ter a doença Prosopagnosia.
Bom... não sei vocês, mas eu nunca tinha ouvido falar disso e quando li aqui no livro eu fiquei tipo:


Cara, imagina você  ter a "incapacidade” de reconhecer os rostos das pessoas. Tipo, parece que ela também é conhecida como cegueira para feições. E que é tratada como uma desordem rara da percepção da face, na qual a capacidade de reconhecer os rostos está danificada, embora a de reconhecer objetos pudesse estar relativamente intacta. Sendo assim, fui pesquisar a porra e parece que em pesquisas recentes, eles sugerem que 1 em cada 50 pessoas (2% da população) sofre dessa desordem em algum grau, e acredita-se que seja hereditária. Até recentemente a desordem estava associada somente a alguma lesão cerebral ou a doenças neurológicas que afetam áreas específicas do cérebro, embora os casos de prosopagnosia congênita ou desenvolvida, estejam sendo relatadas com frequência crescente.

Coleguinhas... Jack passa a vida dele escondendo esse segredo e a pergunta agora é: Como o cara consegue ser popular e viver a porra da vida “perfeita”,  sem sequer reconhecer os rostos? Então... é aí que Jack se destaca, no meu ponto de vista, porque a parada é realmente tensa, já que para manter seu “disfarce” diariamente, o cara usa algumas marcas identificadoras para reconhecer cada pessoa que faz parte da sua vida.

Imagina entrar em um lugar cheio de estranhos, pessoas que não significam nada para você, porque você não sabe o nome ou a história delas. Agora imagine ir para a escola, para o trabalho ou, pior, para sua própria casa e todos lá parecerem estranhos também.É isso que acontece comigo: eu entre em um lugar e não conheço ninguém. Em qualquer parte, no mundo inteiro. Preciso decorar o jeito de andar de cada um, Os gestos. A voz. Reconheço as pessoas per essas marcas identificadoras. Repito para mim mesmo: Dusty tem orelhas pontudas e cabelo afro. Assim posso encontrar meu irmão mais novo, mas não consigo imaginar suas orelhonas ou seu cabelo se ele não estiver na minha frente. É como se lembrar como as pessoas são fosse um superpoder que todo mundo tem menos eu. 

Então, imagina quando a sua vida se cruza com Libby Strout, a garota que tá tentando se adaptar a volta à escola. Que após a morte de sua mãe, finalmente encontrou a coragem de voltar para a escola depois de ter sido educada em casa por causa de seu problema de peso, causado pelo estresse e dor em decorrência a morte da mãe. Tipo, para enfrentar essa barra, ela usou a comida como um mecanismo de “defesa”. Dessa forma, ela acabou ganhando 296 quilos e ganhou o titulo de: Adolescente Mais Gorda dos Estados Unidos. Nessa época, ela precisou ser resgatada de sua casa e seu pai foi linchado por pessoas que achavam que ele também era responsável por isso. Hoje, ela já perdeu 136 quilos, resultado de vários acompanhamentos médicos e já consegue sair de casa sozinha, e ainda está tentando perder mais 90 quilos.

Dois meses depois de eu ser resgatada, nos mudamos para o outro bairro, do outro lado da cidade. Hoje já consigo sair de casa sozinha. Perdi 136 kilos. Duas pessoas inteiras. Ainda preciso perder outros noventas, mas tudo bem. Gosto de como estou. Pelo menos agora consigo correr. E entrar em um carro. E compra roupa no Shopping em vez de ter que mandar fazer do meu tamanho. E posso girar. Tirando o fato de eu não precisar temer a falência dos meus órgãos, essa é a melhor mudança de todas. 

Depois dessa mudança necessária, de voltar a estudar com outros adolescentes e de tentar voltar a viver novamente, vemos uma Libby pronta para toda a possibilidade que a vida tem para oferecer, como amigos, sonhos e quem sabe um amor. E ela vai com o coração inseguro, mas também aberto em aprender a rotina de um ambiente novo e fazer o seu melhor. Só que infelizmente ela acaba conhecendo a tal famosa panela de pressão e a essa altura, ela já saca como pode ser cruel o ensino médio. Porém, a história muda quando a sua vida cruza com a de Jack. Tá certo que é de uma maneira beeeem teeeensa, coleguinhas! Mas depois a relação dos dois é cativante demais, pois conforme mais tempo eles passam juntos, menos se sentem sozinhos e se encontram um no outro de uma maneira única e intensa. Porque é aquela parada que geral deve ter ouvido que: Às vezes você conhece alguém, e ele muda o mundo para melhor.
Dessa forma, confesso que a dona Jennifer se destaca, já que ela consegue no trazer uma emocionante história de amor, sobre encontrar aquela pessoa que te vê por quem você é e te aceita mesmo assim.
  
 Alguém gosta de você. Você é necessário. Você é amado.
  
O livro tem o ponto de vista dos dois personagens e os capítulos são curtos, o que faz a leitura ser rápida. É uma história onde vamos ver duas vidas que mesmo de mundo diferentes, tem pontos em comum como: as insegurança e as incertezas de como lidar com seus problemas e receios. Eles estão dançando conforme a música e se virando como pode. É um livro que fala sobre aceitar quem você é e desafiar como os outros vêem o seu valor. Onde o amor te encontra e mostra que você não precisa mudar para os outros amarem você. Apenas aceite suas imperfeições e aprenda a viver com ela da melhor maneira possível. É emocionante, eu ri em alguns momentos porque a autora manda muito bem nessas partes, eu vibrei com a força da Libby e eu chorei em momentos que porra... Enfim coleguinhas, coloquem ele na lista de vocês, é sério. Vocês não vão se arrepender. =D




Título: Juntando os Pedaços
Título Original: Holding Up the Universe
ISBN-13: 9788555340246
ISBN-10: 8555340241
Ano: 2016
Páginas: 392
Editora: Seguinte
Compre aqui: Saraiva, Submarino
Skoob | Goodreads
Classificação: 



Sobre a autora: 

Jennifer Niven é autora de Por lugares incríveis, best-seller do New York Times traduzido para mais de 35 línguas. Também escreveu quatro romances para adultos, três livros de não ficção e o roteiro de Por lugares incríveis para o cinema ( o filme terá Elle Fanning no elenco). Cresceu em Indiana e atualmente mora em Los Angeles.

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9 comentários:

  1. Ola
    Estava meio receosa em ler o livro, pois achei que tinha muito drama e só tristeza.
    Mas pelo que vc escreveu, ele tem tb o outro lado, a aceitação, superar.
    Vou ler com certeza.
    Bjs

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  2. Olá
    Gostei muito de conhecer esses dois personagens, a história deles parece bem interessante.
    Eu já conhecia a condição do garoto, sim sou fã de coisas como Enigmas da Medicina. Acho que a autora também é porque histórias de super-gordos também passa aos montes nos canais de documentarios XD
    Dica anotada

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  3. Oi, Gabi.
    Não dei a sorte de conseguir essa prova (não fui tão rápida! kkk), mas já pedi esse livro e estou esperando chegar! Estive no encontro com ela durante a Bienal e ela foi tão simpática que já coloquei seus livros na minha lista de próximas leituras!!
    Depois da sua resenha estou ainda mais anima e confiante de que vou amar essa história!
    Beijos
    Camis - blog Leitora Compulsiva

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  4. Primeiro de tudo, adorei os Giffs. Eu acredito que "enfeitar' a resenha, mostra o quanto vc é caprichosa.
    Ah Deus! Eu fico receosa com esses livros que nos fazem se derreter toda, mas achei o enredo muito interessante, e se tivesse a oportunidade, eu o leria sem problemas.
    Bjks
    Comentando pelo Blog Livros & Tal

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  5. Oi, Graziela! O seu texto delicado é mais uma voz a favor de eu encarar este livro. Já li outras resenhas favoráveis e confesso que só não dei uma chance ainda porque estou em um momento onde priorizo livros fofos. Mas com tantas indicações positivas, ele vai para a minha lista. Beijos!

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  6. Olá!
    Amei a sua resenha, especialmente os gifs! Estou vendo muitas pessoas comentar desse livro e estou bem curiosa para realizar a leitura, ainda mais por se tratar de um tema tão forte!
    Beijos.

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  7. Oii!!

    Eu não conhecia esse livro até ontem, já é a quarta resenha que leio para ele e todas são sempre muito positivas.
    Acho que temas assim são ´timos e até mesmo essenciais na literatura.
    Fiquei curiosa com a obra e quero saber se a escrita da autora vai me conquistar tbm.

    As fotos estão lindas

    Beijnhos

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  8. Oi Grazi, sua linda, tudo bem?
    Nossa, desde a primeira resenha que li desse livro, eu fiquei me perguntando se uma doença como essa existiria. Agora fiquei chocada quando você disse que ela é real, que ele não tem a memória dos rostos, então, todos são estranhos para ele, até aqueles que não deveriam ser estranhos, pois fazem parte da vida dele. É pesado mesmo. Essa é a segunda resenha que leio hoje, e você também me conquistou e me emocionou, é impossível eu não ler o livro. Adorei!!!!
    Beijinhos.
    Cila.

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  9. Oiee, tudo bem? Eu já li o livro anterior da autora, Por Lugares Incríveis, e adorei a escrita dela. Achei a premissa de Juntando os Pedaços ainda mais cativante, e acho que irei amar!!! Sua resenha ficou ótima! Quero ler em breve.
    Beijooos

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