Resenhas

segunda-feira, 17 de abril de 2017

:: Resenha 279 :: "O Crime do Vencedor", Marie Rutkoski



Sinopse: Existe a tentação e existe a coisa certa a se fazer. E está cada vez mais difícil para Kestrel fazer a melhor escolha.
Um noivado imperial significa uma celebração após a outra: cafés da manhã com cortesãos e dignatários influentes, bailes, fogos de artifício e festas até o amanhecer. Para Kestrel, porém, significa viver numa gaiola forjada por ela mesma. Com a aproximação do casamento, ela deseja confessar a Arin, seu ex-escravo e atual governador de Harren: só aceitou se casar com o príncipe herdeiro do império em troca da liberdade dele, Arin. Mas será que Kestrel pode confiar nele? Ou, pior: será que pode confiar em si mesma? No jogo do poder, Kestrel está se tornando perita em blefes. Age como uma espiã na corte. Se for pega, será desmascarada como traidora de seu próprio império. Ainda assim, ela não consegue deixar de buscar uma forma de mudar seu terrível mundo... e está muito perto de descobrir um segredo tenebroso.
Nesta sequência fascinante e devastadora de A maldição do vencedor, Marie Rutkoski desvela o alto custo de mentiras perigosas e alianças pouco confiáveis. A revelação da verdade é iminente e, quando finalmente vier à tona, Kestrel e Arin vão descobrir o preço exato de seus crimes.



Olá pessoal!! Tudo bem com vocês?
O livro que vou falar hoje, é a continuação da Maldição do Vencedor, que já resenhei aqui. Então se você não leu o primeiro ainda, esta resenha contém spoilers do primeiro livro. ;)

Como vocês viram ao final da Maldição do Vencedor, nossa amiga Kestrel, para salvar Arin e os Herranis, decide fazer um acordo com o Imperador e se torna noiva do Príncipe Verex. Só que Arin não sabe de nada disso e pensa que ela o enganou esse tempo inteiro.

"Kestrel deixou a carta de lado. Tirou a cinta de seda que usava, descosendo-se sob a adaga que ela, como todos valorianos, usava amarrada à cintura. Enrolou a cinta em volta da mão ensanguentada. Estava estragando a seda cor marfim. Seu sangue a manchou. Porém, uma cinta arruinada não era nada, não para ela. Kestrel era noiva do príncipe Verex, herdeiro do Império valoriano. A prova disso era marcada todos os dias em sua testa com uma linha oleosa e reluzente. Ela tinha cintas e mais cintas, vestidos e mais vestidos, um rio de jóias. Era a futura imperatriz."

Na minha opinião O Crime do Vencedor conseguiu ser melhor que o primeiro. Ele é um estouro de emoções. A maior parte do livro vamos ver os preparativos do noivado e do casamento de Kestrel. A qual vive 24 horas sendo vigiada pelo imperador. Mesmo assim ela continua com seus jogos e não muda seu lado estrategista e segura de si.

Nas vésperas do noivado de Kestrel, todo o Reino fica em festa, e os senadores/governadores e afins, das terras Valorianas ou que vivem em acordo com os Valorianos, são obrigados a permanecerem no Reino para as festividades. Aí que chega Tensen, ministro da agricultura de Herran, e Kestrel vira um tipo de espiã dentro do Império e passa as informações a ele. O que ela não esperava era a chegada de Arin, no dia do seu noivado, e isso a torna uma montanha-russa de sentimentos.

" - Quando você olha para mim, vê quem você vai se tornar. Uma monarca. Escolhi você, Kestrel, e vou transformá-la em tudo o que meu filho não é capaz de ser. Uma pessoa digna de assumir o meu lugar.Kestrel ficou olhando fixo, buscando seu futuro naquele velho, capaz de tamanhas crueldades contra o próprio filho."

O enredo segue assim, Kestrel tentando descobrir coisas e passar para Tensen, Arin louco de amor por Kestrel e ela sempre mentindo pra ele, e o Imperador sempre de olho em tudo e infernizando a vida de Kestrel de todas as maneiras possíveis. O que me surpreendeu foi o Príncipe Verex, ele no início era todo fechado e aparentemente odiava Kestel, mas ao longo do livro eles ficaram amigos e se ajudavam. E uma coisa, a Maldição do Vencedor era bem meio-a-meio em relação aos fatos de Kestrel e Arin. Já neste, a maior colaboradora é Kestrel, nossa amiga vai sofrer um bocadinho aqui.

Um personagem que me irritou bastante foi o General Trajan. Se eu já tinha pouca confiança nele, meu Deus, não existe mais nenhuma. Um homem que só pensa nele, egoísta, arrogante, sem um pingo de amor pela filha, a sua única ambição é o poder, e o furacão em que ele vai causar, me deixou assim, arrasada.

" O tratado. Kestrel lhe havia oferecido o tratado diante dos portões da cidade. O tratado tinha sido sua salvação. Por que havia demorado tanto tempo para Arin cogitar que havia sido ela quem o salvara?
Tolo, a voz repetiu.
Arin chegou à ala imperial. Tirou uma chave do bolso e entrou."

Arin também tomará novos rumos para poder salvar Herran do Imperador, irá fazer novas alianças, mas ele tem um deus forte ao lado dele, em que lhe dá poder para cometer todas as loucuras que ele vai praticar.. E aquele final... Meu Deus, a Marie costuma nos chocar em seus finais, e esse foi de me fazer querer arrancar os cabelos. Já estou com o último livro da trilogia em mãos, mal esperando para colocar minhas garrinhas nele e poder devorá-lo, hahaha.

Já falei e repito, deem uma chance a essa história, esse livro, mesmo sendo um tantinho arrastado, ele é maravilhoso, tem uma narrativa espetacular, viciante, tem muita espionagem, joguinhos para qualquer um ficar louco e muita luta para ver quem fica com o poder. É um livro que vai além de política e vingança, envolve um amor profundo, proibido e super dolorido, e quando você for ver já estará na última página ansiando pelo próximo livro.

"Seguir a cadência do coração pode ser um crime."

Beijinhos :*

Título: O Crime do Vencedor
ISBN-13: 9788550700403
ISBN-10: 8550700401
Ano: 2016
Páginas: 360
Editora: Plataforma 21
Compre aqui: AmazonSaraiva
Classificação: 


Sobre a autora:

Marie Rutkoski é autora de livros para crianças e jovens. Cresceu em Illinois, Estados Unidos, e é a mais velha de quatro irmãos. Decidiu logo cedo que seria "aquela que ama livros". Após cursar a Universidade de Iowa e viver um período em Moscou e Praga, Marie estudou a obra de Shakespeare em Harvard. Foi lá que aprimorou a peculiar habilidade de se referir a ela mesma na terceira pessoa.
Mora em Nova York e é professora de Literatura Inglesa no Brooklyn College. Anda convicta de que existem aves de rapina nas proximidades de sua casa, já que costuma ver grandes asas através da janela quando começa a escrever. Enquanto isso, seus dois filhos insistem em fazer amizade com o gato da família, mas o esforço tem sido em vão: eles sempre perdem para o calmo e escuro closet.

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2 comentários:

  1. Olá Mari!!!
    Adorei a resenha!!!
    Como já mencionei antes, adoro séries, principalmente com mocinhas fortes!!!
    Confesso,q não sou muito fã de livros q terminem com finais de suspense, mas se forem bons, isso fica irrelevante...mas só quero todos depois de lançados, pra não rolar um estresse kkkkkkkkkkk
    Vai pra imensa lista ;-)
    Bjs :-*

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    Respostas
    1. Oi Vanessa!!
      Menina fico super tensa com esses finais tb, rsrsrs
      essa série já foi os 3 livros, então se quiser, pode ficar tranquila e só usufruir dessa série Maraaaa!!!
      Beijos

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