Resenhas

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

:: Resenha 319 :: "O Último Reino - Crônicas Saxônicas - Livro 1", Bernard Cornwell






Sinopse: O Último Reino é o primeiro romance de uma série que contará a história de Alfredo, o Grande, e seus descendentes. Aqui, Cornwell reconstrói a saga do monarca que livrou o território britânico da fúria dos vikings. Pelos olhos do órfão Uthred, que aos 9 anos se tornou escravo dos guerreiros no norte, surge uma história de lealdades divididas, amor relutante e heroísmo desesperado. Nascido na aristocracia da Nortúmbria no século IX, Uthred é capturado e adotado por um dinamarquês. Nas gélidas planícies do norte, ele aprende o modo de vida viking. No entanto, seu destino está indissoluvelmente ligado a Alfred, rei de Wessex, e às lutas entre ingleses e dinamarqueses e entre cristãos e pagãos.






Fala galera,

Eu sou o Bruno e essa é a minha quarta resenha aqui no Viciados.

Vamos deixar o tio King pra semana que vem, porque desta vez eu viajei lá pra Nortúmbria.
Sim, é longe pra dedéu ... na verdade, a Nortúmbria era uma parte da Inglaterra, nos anos de 800 e poucos depois de Cristo. Além da Nortúmbria, havia Mércia, Wessex, Ânglia Oriental e outras terras.

Nas Crônicas Saxônicas, o jornalista e escritor, Bernard Cornwell, conta histórias de guerras entre povos vikings, saxões, irlandeses, escoceses, entre outros, pelo controle das terras. Utilizando elementos históricos reais e uma ficção tão bem adaptada aos acontecimentos, que você não tem certeza se determinados fatos narrados são reais ou fictícios.

Bernard Cornwell é "O CARA", em se tratando de narrar cenas de guerra, batalhas épicas com descrições perfeitas, sons, vibrações, sentimentos, o ângulo do balanço da arma em determinado golpe ... TUDO ... ele consegue te transportar para dentro do campo de batalha de uma maneira envolvente, através de uma narração muito bem cadenciada.

Este primeiro volume das Crônicas Saxônicas se chama "O Último Reino", nele, Cornwell narra em primeira pessoa o início da trajetória do personagem principal, Uhtred, filho de Uhtred, neto de Uhtred, mas que se chamava Osbert e passou a se chamar Uhtred quando seu irmão mais velho morreu, pois o filho mais velho carregava o nome do pai. Entendeu, né?


Então, acompanhar a narrativa é como se você ouvisse o próprio Uhtred lhe contando sua história.

Ele inicia narrando o dia em que, pela pimeira vez em sua vida, avistou um navio viking se aproximando da costa saxã. Descreve como vê um dos líderes dos Vikings dançando sobre os remos da náu em movimento, sem saber que aquele homem selaria seu destino.

Com o desenrolar dos fatos, inicia-se uma rixa de sangue, que é como uma rivalidade eterna entre famílias, onde pais se matam e filhos se matam para vingar seus pais e netos se matam para vingar seus avós e sangue é eternamente derramado, pois alguém sempre vai querer se vingar.

Parece aquela briga que tinha no desenho do Pica pau entre as famílias Hatfield e McCoy.


Ao longo da trama, uma personagem feminina entra na história. Brida é uma jovem de espírito livre, corajosa e cheia de energia, em todos os sentidos possíveis. Sim meninas, ela e Uhtred se envolvem física e emocionalmente.

Uhtred é um rapaz destemido e muitas vezes pouco humilde, mas é aquele anti herói que você respeita e acaba se apaixonando em poucas páginas, pois na lógica dele você acredita que ele está certo e se questiona sobre quem é o real inimigo, quando seus "inimigos" lhe tratam melhor do que seus "aliados", é hora das definições de estratégia serem atualizadas.

Eu estou um tanto conservador hoje, né ...

Então, deixa eu me soltar um pouco aqui e falar uma coisa pra vocês:
Sabe aquele lance de "Tiro, porrada e bomba"? Esquece isso, nas crônicas saxônicas, o bagulho é "Parede de escudos" ... 



C@$4!70 muleke, vai rolar uma parede de escudos lá na cornualha, quando o exército do Alfredo se encontrar com o do Ivar. Isso é a definição de "TRETA BRABA". Parede de escudos é o inferno, é o lugar onde o filho grita e a mãe não escuta e o Sr. Cornwell descreve isso muito bem.

Mas, para Uhtred, se tornar um homem de verdade consiste em pelo menos uma vez na vida participar de uma parede de escudos em uma grande batalha. Preciso dizer que vai dar ruim? kkkkk

Meninas, não se acanhem com esse papo de guerra entre vikings e saxões.
A leitura é viciante e a construção da história contada pelo próprio personagem principal nos instiga a ler sempre mais uma página.

Venham conhecer homens enormes, cabeludos, suados e com nomes e apelidos muito originais, tais como:

° Ubba, o horrendo
° Ivar, o sem ossos
° Ragnar, o intrépido



Mas não se apegue muito a ninguém, pois a parede de escudos é cruel.

Eu pretendo ler e resenhar toda a Crônica Saxônica, do Sr. Bernard Cornwell, o que se trata de DEZ livros kkkkkkk, isso mesmo, DEZ livros até agora. Então seria muito bom ter a parceria da editora Record nessa empreitada. Será que conseguimos que eles nos deem essa moral?



Título: O Último Reino
Série: Crônicas Saxônicas # 1
Autor: Bernard Cornwell
ISBN-13: 9788501073525
ISBN-10: 8501073520
Ano: 2006
Páginas: 364
Editora: Grupo Editorial Record
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Classificação: 



Sobre o autor:


Bernard Cornwell consagrado autor britânico, já teve suas obras traduzidas para mais de dezesseis idiomas. Seus romances alcançaram rapidamente o topo das listas de mais vendidos em vários países e milhões de exemplares foram comercializados em todo o mundo. Cornwell nasceu em Londres e foi criado em Essex, por pais adotivos. Trabalhou por dez anos na BBC de Londres antes de se tornar escritor. Em 1979 mudou-se para os Estados Unidos, onde vive até hoje. Não perdeu, porém, o fino humor britânico e a paixão por conflitos militares famosos, que se reflete em sua enorme coleção de mapas antigos.

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8 comentários:

  1. Oi Bruno, torcendo pra que a Record te dê essa moral e você consiga a parceria pra ler os 10 livros, é muito livro rsrs. Ainda assim e apesar de querer acompanhar suas resenhas, sou muito menininha pra esses livros cheios de luta e morte, não prendem muito minha atenção, o que não acontece quando assisto as séries, assim, pretendo ler suas resenhas e ver a série que tá disponível na Netflix e se baseia nesses livros :D E por falar em séries, você citou Hatfield e McCoy e Vikings e eu vi ambas as séries e curti, em Vikings vi as paredes de escudo ;)

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    1. Olá Lili,
      Eu assisti o primeiro capítulo da série enquanto estava na metade do livro e tomei um baita susto, porque eles pulam tanta coisa, que em menos de 5 minutos de episódio eu já estava assistindo Spoiler de parte do livro que eu ainda não tinha lido kkkkkkk. E é uma correria sem fim o seriado, imagina, um livro de 300 e poucas páginas em 40 e poucos minutos de cenas.
      Mas é sim uma forma divertida de acompanhar a saga ^_^
      Parede de escudos é bizarro demais né, vou contar algo bem resumido, pra você ter uma ideia do furo absurdo que existe na série ... Uhtred, personagem principal, tem verdadeiro fascínio pela parede de escudos porque Uhtred pai era um P!#@ das Galáxias em matéria de parede de escudos, os saxões eram tão bons em paredes de escudos quanto os Vikings, mas no seriado mostra os saxões como débeis mentais que nunca tinham visto uma parede de escudos e frente a tal, perecem como crianças com medo. Mas nenhuma adaptação consegue ser fiel ao livro né, isso é FlÒRIDA ...
      Espero que continue acompanhando minhas resenhas e gostando. Muito obrigado. Grande beijo.

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    2. Verdade, o livro é sempre melhor e é bem difícil mesmo compactar a história pra colocar em formato de série, imagino que pule mesmo muita coisa, mas é irritante quando mudam algo e ainda mais algo tão importante quanto uma habilidade que faz parte da história de um povo :/ Vou continuar acompanhando as resenhas sim e quem sabe não me animo e deixo de ser "menininha" pra ler rsrs

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    3. Pois é, acho que mesmo para uma série, é necessário que o personagem principal tenha bases sólidas e uma correria tão grande na explicação não transmite isso. Continue sendo menininha lendo esta saga rsrsrs.

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  2. Sabe aquela resenha marota, maior zoeira e que ao mesmo tempo é fantástica??? Então... Rsrsrsrsrs adoreiiiiii!!!
    A serie eu já conhecia porque minha amiga Giselle se viciou nela, leu 8 livros em dois meses, se não me engano e já está triste porque são só dez... prioridades né?!?! Rsrsrsrsrs
    Adorei tudo sério, já quero ler, mas já sabe né, me falta tempo.
    Bjs e parabéns pela resenha!!!!

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    1. Valeu Anastácia,
      Fico feliz que tenha gostado.
      É uma leitura que inicialmente amedronta, pela complexidade dos fatos históricos, nomenclaturas, datas ... mas logo que você se acostuma com a precisão de detalhes de Bernard Cornwell, se torna sim uma leitura viciante. Você tem que ler tanta coisa né kkkkkkk. Não me atreveria a te pedir pra ler mais estes dez.

      #vaileranastacia

      Muito Obrigado. Beijos.

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  3. Olá Bruno!!!
    Adorei a resenha!!! Mas como dizem meus parentes do nordeste: "Vc morde e assopra"(no bom sentido viu? :-D kkkk), pois vc me anima falando de "romance , homens enormes e suados" e dai acaba comigo dizendo "pra não me apegar"...Já to sofrendo sem nem começar...Mas confesso q a curiosidade vence e se tiver oportunidade, quero conhecer todos os "Uhtred" ou seja lá quais forem os nomes, q vierem por ai...Só espero ter "tempo $" pra tê-los e q a editora seja amorzinho e publique todos!!! Ah...amei as capas dessa série juntas formando uma imagem, pena q não é na lombada, pois ia ficar maravilindo na estante!!!
    Aguardando as próximas histórias...
    Abraço ;-)

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    1. Van, sua querida,
      É uma leitura até rápida, mesmo sendo muitos livros. Ainda não saiu a resenha do segundo e eu já estou lendo o terceiro, que começou muito bem por sinal.
      Não da pra se apegar a ninguém mesmo, a parede de escudos é cruel kkkkkkk.
      Bia falou a mesma coisa sobre os desenhos que se completam, DEVERIAM SER NAS LOMBADAS, pois a coleção ficaria maravilhosa na estante. A Record já publicou o dez, o que eu quis dizer com "Por enquanto" é que o Bernard Cornwell pode vir a escrever mais.
      Já já sairá a segunda resenha, obrigado por sempre me acompanhar.
      Abraço ;-)

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