Resenhas

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

:: Resenha 325 :: "O Cavaleiro da Morte - Crônicas Saxônicas - Livro 2", Bernard Cornwell


Sinopse: Uhtred é um saxão cuja herança foi usurpada. Está à deriva num mundo de fogo e traições e precisa fazer uma escolha: lutar pelos vikings, que o criaram, ou por Alfredo, rei dos saxões, que o odeia.
São tempos terríveis para os saxões. Derrotados pelos vikings, Alfredo e seus seguidores sobreviventes procuram refúgio em Æthelingæg, a região a que ficou reduzido o reino de Alfredo. Aí, encobertos pela neblina, viajam em pequenos barcos entre as ilhas na esperança de se reagruparem, e encontrarem mais apoio.
Ao reunir o Grande Exército, os vikings têm apenas uma ambição: conquistar Wessex. Quando atacam em uma escuridão impiedosa, Uhtred se vê surpreendentemente do lado de Alfredo. Aliados improváveis: um rei cristão devoto e um pagão que vive da espada. Alfredo é um erudito; Uhtred, um guerreiro cheio de arrogância. No entanto, a desconfortável aliança é forjada e os conduzirá dos pântanos para a colina íngreme, onde o último exército saxão lutará pela existência da Inglaterra.
O CAVALEIRO DA MORTE é o segundo volume das CRÔNICAS SAXÔNICAS, série que apresenta a história do lendário Alfredo, o Grande, e de seus descendentes. Bernard Cornwell tece um belíssimo relato de lealdade dividida, amor relutante e heroísmo desesperado.



Fala galera,

Eu sou o Bruno e essa é a minha quinta resenha aqui no Viciados.

De volta a região do Reino Unido, em meados de 800 e poucos.
Ragnar, o Intrépido, o homem que havia criado Uhtred como um filho, havia morrido.
Havia morrido o CARAMBA, foi assassinado covardemente por Earl Kjartan e Sven, o Caolho.

No segundo livro das Crônicas Saxônicas, o jornalista e escritor, Bernard Cornwell, segue contando a história de Alfredo, O Grande, o rei que uniu os povos. Mas segundo nosso herói, Uhtred, "grande" mesmo era o ódio de Alfredo por ele e vice versa. Alfredo havia "usurpado" o trono, que por direito seria de seu sobrinho, Aethelwold, filho do falecido Rei Eadred, que recebeu um golpe mortal, na batalha contra o exército de Guthrum, nas colinas. O Rei Edmundo também foi morto, ao tentar se comparar a São Sebastião, recebendo uma saraivada de flechas em seu corpo nu.

Representação do Rei Edmundo sendo alvejado pelas flechas dos pagãos, fato que teria ocorrido durante, ACREDITEM, uma negociação de paz, onde Edmundo e seus padres haviam deixado claro aos pagãos que estavam protegidos pelas mãos de Deus, assim como, São Sebastião havia sido alvejado por flechas e sobreviveu. Os pagãos então desafiaram Edmundo a servir de alvo para suas flechas, para terem certeza de que aquela história de eles estarem protegidos pela mão de Deus e o papo de São Sebastião eram uma mentira, caso Edmundo sobrevivesse, os pagãos se converteriam ao Cristianismo.

Logo temos o casamento de Uhtred com Mildrith, que lhe trouxe dívidas infindáveis, mas também lhe trouxe o primeiro filho ... Uhtred Uhtredson ...
E Brida? Brida foi embora com Ragnar, o filho, e Uhtred estava sozinho, até que o padre Beocca, a mando de Alfredo, praticamente obrigou Uhtred a se casar com Mildrith, que era herdeira de uma propriedade que devia eternamente à igreja.

Mildrith, esposa de Uhtred


Após matar Ubba, o chefe guerreiro dinamarquês mais temido por todos, nosso herói, Uhtred, é tido como um GRANDE guerreiro, mas Odda, o jovem, filho de Odda, o velho, se apresenta a Alfredo como tendo sido o homem que matou Ubba e que trouxe a vitória à Alfredo.
Achando que na frente do nome de Odda falta um F bem grande, Uhtred segue FULO da vida e uma rivalidade que já existia entre os dois, por causa de Mildrith, a esposa de Uhtred, apenas aumenta.
Ao ponto de Odda, o jovem, arranjar um guarda costas imenso, chamado Steapa, para ficar de olho em Uhtred e obviamente matá-lo, se e quando fosse possível. Na descrição de Uhtred, Steapa era um guerreiro formidável, com um físico avantajado e táticas de batalha bem definidas.

Steapa Snotor
                                                                                         
Sem dinheiro para pagar as dívidas herdadas com a esposa e querendo que Alfredo se lascasse, Uhtred parte para o mar com Leofric, iniciando uma promissora carreira de pirata. Leofric é um guerreiro formidável e logo se torna o melhor amigo de Uhtred.

Leofric e Uhtred
Nessa pirataria em busca de tesouros e recompensas, Uhtred e Leofric conhecem Iseult, rainha de uma pequena região Britânica, a Cornualha. Iseult é tida como uma bruxa, pois nasceu em um eclipse e seu irmão gêmeo morreu no parto, fato que teria lhe dado poderes sobrenaturais, como, prever o futuro. Contratado para expulsar alguns dinamarqueses da Cornualha, Uhtred conhece "Svein do Cavalo Branco", um dinamarquês enorme que monta um cavalo branco e é o capitão de um navio chamado "Cavalo Branco", aí sim eu entendi o nome do livro "O Cavaleiro da Morte".

Svein do Cavalo Branco

Rainha Iseult

E entre amor e ódio, Alfredo chama Uhtred novamente, após ter acreditado no jovem herói que veio a traí-lo e após te-lo humilhado, na tentativa de domar Uhtred. Mildrith fica muito feliz com a convocação do rei e acredita que coisas boas estão por vir a Uhtred.

E no calor dos acontecimentos, os Vikings voltam com tudo e do dia pra noite, Alfredo se vê escondido em um pântano e se torna "O Rei do Pântano", seria o fim de Wessex e dos Saxões?

Será que vai ter PAREDE DE ESCUDOS? Ah vai e vai ter marmanjo gritando que nem mocinha.



Queria eu me alongar mais e ficar o dia inteiro escrevendo sobre este livro maravilhoso, O Cavaleiro da Morte consegue ser melhor do que O Último Reino, que já é um livro fantástico, só não vou marcá-lo como favorito porque ainda temos 8 livros pela frente.

E não quero dar spoiler, mas me sinto na obrigação de avisar ... Em O Cavaleiro da Morte, Uhtred é testado, porque isso só pode ser provação, o livro é sofrido, do início ao fim e o final foi um tanto desolador, mas tenho certeza que vão querer saber o motivo.

E não se esqueçam, não se apeguem muito a ninguém, pois a parede de escudos é cruel.

Eu pretendo ler e resenhar toda a Crônica Saxônica, do Sr. Bernard Cornwell, o que se trata de DEZ livros kkkkkkk, isso mesmo, DEZ livros até agora. Então seria muito bom ter a parceria da editora Record nessa empreitada. Será que conseguimos que eles nos deem essa moral?



Título: O Cavaleiro da Morte
Série: Crônicas Saxônicas # 2
Autor: Bernard Cornwell
ISBN-13: 9788501075529
ISBN-10: 8501073523
Ano: 2007
Páginas: 392
Editora: Grupo Editorial Record
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Classificação: 



Sobre o autor:


Bernard Cornwell consagrado autor britânico, já teve suas obras traduzidas para mais de dezesseis idiomas. Seus romances alcançaram rapidamente o topo das listas de mais vendidos em vários países e milhões de exemplares foram comercializados em todo o mundo. Cornwell nasceu em Londres e foi criado em Essex, por pais adotivos. Trabalhou por dez anos na BBC de Londres antes de se tornar escritor. Em 1979 mudou-se para os Estados Unidos, onde vive até hoje. Não perdeu, porém, o fino humor britânico e a paixão por conflitos militares famosos, que se reflete em sua enorme coleção de mapas antigos.

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7 comentários:

  1. Oi Bruno, parece que a história prossegue movimentada e muito boa, o que é super positivo. Não li ainda, mas acho que vou sentir falta de Brida. Essa Mildrith, vai com ele quando ele vira pirata, ou não há mulheres de ação nesse livro? O fato da parede da parede de escudos ser implacável me assusta, pois eu sou dessas que se apega, já desisti de acompanhar GoT kkkkkk... Mais uma resenha excelente, ainda não conseguiu a parceria da editora?? Como assim?? eles precisam te ajudar nessa empreitada de 10 livros rsrs, é muito bom acompanhar as resenhas *__*

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    1. Oi Lili,

      Então, a Mildrith não sai com Uhtred para a pirataria, mas Iseult volta com ele da pirataria.
      Eu também senti muita falta da Brida, ela era Selvagem e cheia de vida, Mildrith é praticamente uma aspirante a freira. Não que isso seja ruim, ela só não servia pra ser a esposa dele.
      É ... a parede de escudos é severa, a parede de escudos é cruel, a descrição do metal batendo contra metal, madeira batendo contra madeira, o cheiro que ele sente na parede de escudos, tudo isso é algo deveras assustador. Mas muito bem narrado pelo Sr. Cornwell.
      Sobre se apegar a personagens e vê-los morrer, comento quê, "É melhor ter amado e perdido do que nunca ter amado". Vão ficando as cicatrizes, a puxada na perna ... e vida que segue.
      Não consegui a parceria ainda e já estou indo para o quinto livro, mas sou brasileiro e não desisto nunca kkkkkkk.
      Muito obrigado por estar sempre por aqui acompanhando, Lili. Grande abraço.

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    2. kkkkkkkkkkk "É melhor ter amado e perdido do que nunca ter amado" muito boa a lembrança desse ditado vou pensar nele e retomar algumas séries sangrentas :D

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  2. Gostei bastante da resenha!
    Não sabia desse livro, porém adoro livros com pegada medieval, então fiquei bastante curiosa.
    Adorei as imagens representadas.
    Kisses

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    1. Olá Herica,

      Fico feliz que tenha gostado e espero que leia antes de se arriscar a assistir o seriado.
      Kisses.

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  3. Apesar de não curtir muito esse gênero, confesso que fiquei curiosa pelos seus comentários.
    Parece ser uma história muito bem construída e envolvente.
    Fico na torcida pra parceria com a editora rolar até chegar o fim dessa série hein haha
    Beijos
    Caroline Garcia

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    1. Oi Caroline,

      É realmente uma história bem construída e envolvente. Pra você ter uma idéia, li 4 num intervalo de 1 mês, isso porque decidi dar uma parada mo quarto, estou indo para o quinto bem devagar.
      Agradeço por sua torcida e por passar por aqui pra deixar sua mensagem.
      Beijos.

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