Resenhas

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

:: Resenha 452 :: “A casa das orquídeas”, Lucinda Riley



Sinopse: Quando criança, Julia viveu na grandiosa propriedade de Wharton Park, na Inglaterra, ao lado de seus avós. Lá, a tímida menina cresceu entre o perfume das orquídeas e a paixão pelo piano.
Décadas mais tarde, agora uma pianista famosa, Julia é obrigada a retornar ao local de infância na pacata Norfolk após uma tragédia familiar. Abalada e frágil, ela terá que reconstruir sua vida.
Durante sua recuperação, ela conhece Kit Crawford, herdeiro de Wharton Park, que também carrega marcas do passado. Ele lhe entrega um velho diário que trará à tona um grande mistério, antes guardado a sete chaves pela avó dela.
Ao mergulhar em suas páginas, Julia descobre a história de amor que provocou a ruína da propriedade: separados pela Segunda Guerra Mundial, Olivia e Harry Crawford acabaram influenciando o destino e a felicidade das gerações futuras.
Repleto de suspense, A Casa das Orquídeas viaja da conturbada Europa dos anos 1940 às paisagens multicoloridas da Tailândia, tecendo uma trama complexa e inesquecível.




Fala aí, meus amores! Que saudade de vocês! Desde outubro, quando eu voltei a trabalhar (graças a Deus!), a minha vida anda tão atarefada que o blog ficou um pouquinho de lado, a leitura um pouco mais lenta, mas nunca abandonados. Ao longo do mês de outubro, nas idas e vindas do trabalho dentro dos BRTs lotados, eu li este livro incrível aí, minha primeira experiência com a Lucinda, A casa das orquídeas. O começo foi devagar, confesso, mas quando a história me fisgou de jeito, eu fiquei encantadíssima com a trama desenvolvida pela autora. Devo dizer também que já têm alguns dias que eu terminei a leitura e eu vinha protelando a escrita da resenha por ser difícil demais falar sobre essa história tão longa, intensa e cheia de segredos e reviravoltas.

Em A casa das orquídeas, nós vamos conhecer uma famosa pianista que mora na França, a Julia, mas que após sofrer uma grande perda numa tragédia familiar, acaba retornando à Inglaterra, sua terra natal. Vendo a irmã sozinha, se afundando cada vez mais no luto e na tristeza, Alicia, convida Julia para o leilão da propriedade de Wharton Park, onde Julia passava férias anos atrás quando criança. Seus avós, Bill e Elsie trabalharam para os Crawfords, a família dona da propriedade. Bill era o jardineiro da grande casa e fazia maravilhas nas estufas do lugar, cultivando lindas orquídeas. Julia amava aquele lugar, assim como sua mãe amou.

Orquídea Cymbidium Preta

Ao chegar em Wharton Park, Julia já se sentiu um pouco melhor, por voltar aquele belo lugar que lhe trazia tantas boas lembranças. E ela acaba reencontrando Kit Crawford, que também passava férias ali e ela não o via desde então. Ele acaba de herdar a propriedade, mas sem condições de manter tudo aquilo, se vê obrigado a leiloar seus bens e até mesmo vender a propriedade. 

Kit se tornou um homem muito bonito, carismático e bem humorado, mas que também esconde uma triste e dolorosa perda em sua vida. Ao encontrar um antigo diário, que ele imagina ser de Bill, Kit resolve entregá-lo para Julia, e assim eles vão mantendo contato, contato esse que começa a fazer muito bem a Julia. E é justamente esse diário que causa toda uma mudança no enredo do livro que te prende cada vez mais a história.

"Wharton Park se erguia bem na sua frente, com suas muitas janelas reluzindo ao sol matinal. Elsie adorava aquela casa; adorava sua solidez e a segurança que parecia emanar das paredes robustas. Outras coisas iriam mudar, ela sabia, mas a Casa Grande existia ali havia mais de três séculos e, quase com certeza, ainda duraria mais três."

Por causa do diário, Julia decide que precisa visitar sua avó, Elsie, e através das páginas do diário, que não era de quem Kit pensava que fosse, somos transportados para outra época, lá atrás, antes da segunda guerra mundial. Nós vamos ser apresentados a intensa e conturbada história de Olivia e Harry Crawford, que se casaram e logo Harry foi mandado para a guerra, assim como Bill e tantos jovens daquela época.

"Harry sabia, sem qualquer dúvida, que havia encontrado o que vinha procurando. Até ali, toda a sua existência parecia inútil, e seu sofrimento recente só fizera ressaltar a futilidade da vida. Em poucas semanas, porém, ele e seu mundo haviam mudado de maneira irrevogável. Ele agora encarava o futuro com felicidade e esperança. Após de ter decidido voltar à Tailândia para sempre, sentia-se calmo e aceitava a dor que isso causaria nele mesmo e nos outros.
Não sentia mais que o sol nascente só fazia anunciar um novo dia a ser suportado. Pela primeira vez na vida, sentia-se verdadeiramente feliz."

No decorrer das páginas e dos relatos de Elise, nós vamos conhecer intensas histórias de amor, vamos acompanhar as duras marcas deixadas pela guerra, e as mudanças que ela causou nas vidas daquelas pessoas. Lucinda cria uma história tão bem construída e amarrada, que tudo se encaixa, tudo se completa e nada fica sem resposta. Cheguei ao final com uma sensação tão boa por conhecer essa história tão dolorosamente linda, que me vi imaginando um filme, porque A casa das orquídeas, pelo menos na minha cabeça, daria um belíssimo filme. Super recomendo, leiam, por favor!

"Kit viu os olhos de Lidia se encherem de d'água quando as primeiras notas dos 'Études", de Chopin, começaram a ser produzidas sem esforços pelos dedos talentosos da neta.
Ele entendeu que um ciclo tinha se fechado: cada um deles, com seu papel específico na história que havia abarcado gerações, reunidos em Wharton Park, que por sua vez tivera um papel fundamental na tapeçaria tecida por eles e por outros.
Tudo que restava agora era iniciar um novo ciclo, pensou.
Olhou para Julia e teve certeza de que, juntos, realizariam tudo isso."




Título: A Casa das Orquídeas
Autora: Lucinda Riley
ISBN-13: 9788580418712
ISBN-10: 8580418712
Ano: 2018
Páginas: 528
Editora: Arqueiro
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Sobre a autora:


Lucinda Riley nasceu na Irlanda e durante sua infância viajou ao exterior, especialmente para o Extremo Oriente, para visitar seu pai. Mudando-se para Londres, tornou-se atriz e trabalhou em teatro, cinema e televisão. Aos 24 anos, escreveu seu primeiro romance, baseado em suas experiências com dramaturgia. Em seguida, escreveu sete romances com o pseudônimo "Lucinda Edmonds", que foram traduzidos para 14 idiomas. A autora atualmente vive entre Estados Unidos e França, com o marido e quatro filhos.

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2 comentários:

  1. Amo esse livro; amei a edição da Arqueiro.
    A maneira que Lucinda intercala entre passado e presente é encantadora.

    Beijos

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