quarta-feira, 19 de junho de 2019

:: Resenha 501 :: "Renegados – The Outliers", T.M. Frazier


Sinopse: O amor que o Finn e eu compartilhamos é do tipo que você nunca esquece. Do tipo que você nunca quer esquecer.
É por isso que faremos qualquer coisa para protegê-lo. 
Quando o meu passado vai até Outskirts atrás de mim, temos que fazer uma escolha. Deixar que o passado destrua a nossa chance de um futuro juntos ou… enterrá-lo no fundo do pântano, onde ele pertence.
Ferozmente. Possessivamente. Insanamente.
Sempre.

Se existe uma vantagem nas duologias, essa vantagem é a agilidade da trama sem que fique pontas soltas ou muita correria que um livro único poderia ter ou aquela enrolação meio sem razão só para preencher espaço. Libertados, com suas pouco mais de 200 páginas, fez o seu papel de introduzir Finn e Sawyer separadamente. Seus traumas, seus dramas, seus passados e no final, temos um pouco do que vamos ver quando eles ficam juntos, mas aí vem a autora e PAH, manda aquele gancho em forma de uma simples frase e ficamos na expectativa do segundo. E como vocês podem ver, eu não aguentei, terminei um e peguei logo o outro e fiz muito bem, porque em Renegados o casal tá sólido, tá firme, mas o passado de Sawyer volta a bater na porta deles e quando se tem um passado como o dela… essa batida nunca é leve! Vem ver na resenha de hoje o que eu achei de Renegados, o último livro dessa duologia mara!

Eu não vou me alongar muito na história, afinal de contas, eu não vou estragar a sua experiência com o choque da revelação final de Libertados e nem com o que vai ser revelado em Renegados, mas esteja preparado para grandes revelações e para momentos bem tensos, afinal de contas, o grande drama desse livro é que o pai da Sawyer, Richard, aquele lá que espancava a mãe dela e ela constantemente e as oprimia usando a religião, deu um jeito de aparecer em Outskirts atrás da filha, porém, Finn, depois de perder uma noiva, não vai aceitar perder a Sawyer de jeito nenhum e vai fazer tudo para proteger a sua amada, assim como todos os novos amigos que a Sawyer fez em Outskirts.

"No começo, Finn e eu éramos apenas dois renegados, cada um à margem de uma sociedade diferente. Juntos, encontramos nosso lugar. E não era na cidade . Era nas pessoas da cidade . As pessoas que nos amavam. Era um no outro."

Definitivamente Renegados é um pouco mais tenso que Libertados. A ameaça aqui é real, enquanto que no anterior existia só uma sombra do medo. O personagem do Richard é, muitas vezes, comparado a própria figura do Diabo. Ele é cruel, mesquinho e sem razão de ser desse jeito, ele simplesmente acredita que deve ser obedecido, respeitado e adorado pela Sawyer porque ele é homem e ela mulher. E o pior disso tudo é saber que ele não é o único que é assim. Na história existe toda uma seita religiosa que acredita nas loucuras do Richard, e na vida, basta a gente ver os números cada vez mais alarmantes de feminicídio no Brasil, e nem precisa ir longe, só comparar os números de 2019 e já vamos ver o quão real é a figura dele.

"Sawyer tinha despertado sentimentos em mim que eu nunca achei que sentiria de novo, e era como se depois que ela tinha aberto a garrafa, a tampa nunca mais poderia ser colocada de volta. Porque o meu desejo por Sawyer, o meu amor por ela, era a coisa mais forte que eu tinha sentido."

Em compensação, o calor é outro nível, Finn e Sawyer pegam fogo quando estão juntos, o casal está naquela fase de lua de mel, que inclui até mesmo encontros românticos com filmes projetados nas montanhas e um pouco de safadeza ao ar livre! Falando em safadeza, apesar dela ser bem presente no livro e muito bem escrita, T. M Frazier sabe como fazer esses momentos encaixarem bem na história sem ficar maçante ou aleatórios.

"Você tem a mim. Ainda não sabe que eu faria qualquer coisa por você ? Quando o mundo pesar nas suas costas, eu vou carregar o peso dele para você. Eu estarei lá. Eu não vou a lugar algum . Nem agora. Nem nunca."

É um livro bem diferente da Frazier, que eu conheci em um romance bem dark onde o mocinho é um assassino de aluguel, mas não se engane acreditando que aqui é só amor, girassóis e poesia. Existe a pegada sombria que a autora é especialista, existe tensão, decisões moralmente questionáveis, mas incrivelmente humanas e no meio disso tudo tem o amor da Sawyer e do Finn, porque esse é um livro lindo, não tem adjetivo melhor para usar aqui. Apesar dos momentos de tensão, perigo e até mesmo de ação, existe espaço para emoção, redenção, poesia e amor, muito amor. 

"Não fique aí esperando o seu cavaleiro de armadura brilhante aparecer para resgatá-la, por mais sexy que eles possam ser às vezes. SEJA você seu próprio cavaleiro. Resgate a si mesma."

Talvez a melhor forma de eu te explicar o quanto esse livro e essa série vale a pena, é te dizer que o fato da história acontecer em um pântano, nada mais é que uma metáfora para definir o livro. Apesar do pântano ser um lugar feio, com lama, fedor e perigos na forma de animais selvagens, é também um local de extrema beleza em termos de vegetação, e essencial para a vida marinha, que precisa do ambiente pantanoso para viver. Esse livro tem a sua parte feia, seus momentos de exibir horrores e te deixar na ponta da cadeira, mas também tem sua beleza, sua poesia, delicadeza e inocência. Leia, se permita conhecer essa história, você não vai se arrepender!

"Eu amo você. Intensamente. Possessivamente. Loucamente. Sempre."

Nome: Renegados – The Outliers
Série: The Outskirts Duet #2
Autora: T.M. Frazier
ISBN-13: 9788552923473
ISBN-10: 8552923475
Ano: 2019
Páginas: 208
Editora: The Gift Box
Compre aqui: Amazon
Classificação: 


Sobre a autora: 

T.M. (Tracey Marie) Frazier jamais sonhou que alguém leria uma única palavra do que ela escreveu quando publicou seu primeiro livro. Agora, ela é cinco vezes best-seller do USA Today e seus livros foram traduzidos para inúmeras línguas e publicados ao redor do mundo. T.M. gosta de escrever o que ela chama de “romances do lado errado dos trilhos” com anti-heróis moralmente corruptos e heroínas corajosas. Seus livros são descritos como puros e sombrios. Basicamente, isso significa que, enquanto alguns autores são bons descrevendo uma flor enquanto floresce, TM é melhor em descrevê-la nos estágios finais antes de murchar. Ela ama conhecer seus leitores, mas se você a encontrar em um evento, por favor, não a belisque, porque ela não está pronta para acordar deste sonho incrível.

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