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:: Resenha 257 :: "One Man Guy", Michael Barakiva




Sinopse: Um romance sobre dois garotos, dois mundos e um encontro. Ethan é tudo o que Alek gostaria de ser: confiante, livre e irreverente. Apesar de estudarem na mesma escola, os dois garotos pertencem a mundos diferentes. Enquanto Ethan é descolado e tem vários amigos, Alek tem apenas uma, Becky, e convive intensamente com sua família e a comunidade armênia. Mesmo com tantas diferenças, os destinos de Ethan e Alek se cruzam ao precisarem frequentar um mesmo curso de férias. Quando Ethan convence Alek a matar aula e ir a um show de Rufus Wainwright no Central Park, em Nova York, Alek embarca em sua primeira aventura fora de sua existência no subúrbio de Nova Jersey e da proteção de sua família. E ele não consegue acreditar que um cara tão legal quer ser seu amigo. Ou, talvez, mais do que isso. One Man Guy é uma história romântica, comovente e engraçada sobre o que acontece quando as pessoas saem de suas zonas de conforto e ajudam o outro a ver o mundo (e a si mesmo) como nunca viram antes. “Só sei que gosto de estar aqui com você e não consigo me imaginar querendo mais ninguém. Isso basta para você?”




One man guy é um romance LGBT fofo, encantador e divertido. O livro conta a história de Alek e Ethan. Dois garotos completamente diferentes que se apaixonam. Afinal, os opostos se atraem, não é mesmo?

Alek vem de uma família tradicional armênia e vive a sombra dos pais, que por sua vez, são muito rígidos a respeito da educação de seus dois filhos. Ethan é o oposto de Alek, é descolado, independente, e anda de skate com um grupinho denominado “os desistentes”.


" - Alek, meu jovem, em certo ponto da vida, você vai aprender que tem uma diferença entre o que tem de fazer e o que quer fazer. E quanto mais cedo começar a escolher  que quer em vez de o que tem de fazer, mais feliz você vai ser." - Pág.: 78

Um dia, voltando da casa de sua amiga Becky, Alek encontra com o grupo de desistentes e um dos garotos o ameaça. Ethan não gosta nada do que está acontecendo e interfere na briga, livrando Alek de uma surra. Bem adolescente mesmo. Desde então, Alek começa a ver Ethan de uma forma especial. E esse é o caminho para os dois se aproximarem.


Ethan é exatamente o que os pais de Alek chamam de má influência, pois ele não mede as consequências de seus atos. Diferente de Alek que está tendo sua primeira experiência homossexual, enquanto Ethan já tem uma bagagem. Alek faz descobertas sobre si mesmo e sobre o mundo com ajuda de Ethan. O que antes o apavorava, foi super fácil de superar ao lado dele.


A narrativa é muito fluida e divertida. Alek é totalmente sarcástico, o que torna a história leve. E dos personagens secundários, sem dúvidas, Becky é a melhor. Com um jeito só seu de resolver os problemas, ela rouba a cena em alguns capítulos, sem contar que seu humor é contagiante.

 " - Olha, quando se sente falta de alguém, não importa quem tinha de ter ligado. Você vai e procura." - Pág.: 104

Outra coisa interessante no livro são as partes que falam brevemente sobre o genocídio armênio, que de alguma forma afetou o modo como os personagens pensam sobre alguns assuntos. O livro é narrado em terceira pessoa, mas poderia ter sido facilmente narrado por Alek pois a vida dele realmente foi o foco da história.

 " - Tenho de ser maduro e perdoar você quando brigamos.
   - Que engraçado, não me lembro de ter pedido seu perdão.
   - É isso que torna o perdão tão incrívelmente maduro. " - Pag.: 245


Recomendo o livro para qualquer pessoa, pois trata sobre família, cultura, quebra de preconceitos, descobertas e claro, amor. 
Para que ficou curioso a respeito do título do livro, deixo aqui a música preferida dos garotos: 

 

Título: One Man Guy
Autor: Michael Barakiva
ISBN-13: 9788544102503
ISBN-10: 8544102506
Ano: 2015
Páginas: 272
Editora: LeYa
Skoob | Goodreads
Compre aqui: Saraiva, Livraria Cultura
Classificação:



Sobre o autor:


Michael Barakiva é diretor de teatro e escritor, tem ascendência armênia e israelita e mora no bairro de Hell's Kictchen, em Manhattan, com o marido Rafael Ascencio. É formado pela Vassar College e pela Juilliard School. Adora cozinhar e jogos de tabuleiro e se orgulha de ter conquistado o Most Improved Player Award de 2001 pelo New York Ramblers, o primeiro time de futebol para jogadores gays dos Estados Unidos.  Michel já dirigiu peças no Oregon Shakespeare Festival, no Shakespeare  Santa Cruz, no Syracuse Stage e no Ensemble Studio Theatre. One Man Guy é seu primeiro livro.

Comentários

  1. Olá Brena!!!
    Adorei a resenha e devo confessar q nunca li nenhum romance LGBT... Mas com seu comentário, sobre o livro ser leve e divertido, me deixou curiosa e bem animada em ler... já vou acrescentar a lista com certeza ;-)
    Bjs :-*

    ResponderExcluir
  2. Olá,
    Adorei a resenha, confesso que fiquei curioso sobre o livro, já li alguns do mesmo gênero e gostei bastante.
    Abraço.

    meninolivros.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
  3. Olá !
    Fiquei muito tentada a ler este livro, estou aqui ontando minha wishlist de livros pra esse semestre e achei a temática desse muito legal.
    Amei encontrar esse blog, amo blogs que indicam livros.
    Beijos, Amanda

    http://barrados-nobaile.wixsite.com/meusite

    ResponderExcluir
  4. O livro tem um tema que está sendo muito discutido atualmente e que apesar que não ser o tipo de leitura que eu estou acostumada a ler, mas fiica claro durante a leitura a construção gradativa do romance único.
    Bianca Andrade
    Além de 50 Tons: https://almde50tons.wordpress.com/

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    Respostas
    1. È sempre bom se aventurar por novos tipos de leitura. ;)

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